E mesmo a memória mais fugaz
e ainda a mais complexa
sempre é encadeada sobre
um instante de cada vez.
Um narrador refaz sinteticamente
no agora, aquilo que alguém já fez.
O feito mais glorioso
e também o mais tenebroso
em algum momento
deixarão de existir.
Mas, contados nas sagas
um ou outro, um por um,
poderão então se repetir...
Assim qualquer verdade
palavra ou identidade
necessitam um portador
que as confira e das quais
então é o manifestador...
E traz elas à partir de um acervo
que sua auto expressão histórica
porta, desde um passado que lhe importa
e aonde as mede, e no qual lhes
confirma e as reafirma quando repete.
Mas sempre só no agora que lhe compete.
Ontem já foi, um amanhã nunca chegará.
A eternidade está toda aqui.
Seu instante, é tudo o que há.
- crônicas das asceses místicas
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