sexta-feira, 1 de julho de 2022

A eternidade está toda aqui.

 E mesmo a memória mais fugaz 

e ainda a mais complexa 

sempre é encadeada sobre 

um instante de cada vez.

Um narrador refaz sinteticamente

no agora, aquilo que alguém já fez.

O feito mais glorioso

e também o mais tenebroso

em algum momento

deixarão de existir.

Mas, contados nas sagas 

um ou outro, um por um, 

poderão então se repetir...

Assim qualquer verdade 

palavra ou identidade

necessitam um portador

que as confira e das quais 

então é o manifestador...

E traz elas à partir de um acervo 

que sua auto expressão histórica 

porta, desde um passado que lhe importa

e aonde as mede, e no qual lhes 

confirma e as reafirma quando repete.

Mas sempre só no agora que lhe compete. 

Ontem já foi, um amanhã nunca chegará.

A eternidade está toda aqui.

Seu instante, é tudo o que há.

- crônicas das asceses místicas

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