sábado, 17 de outubro de 2020

Tomo refúgio

Tomo refúgio,
No meu próprio
assentamento
na lei, em que
por tudo me oriento
no sol e a lua
e as estrelas
e no povo todo
que me acompanha
meu abrigo,
meu alento...
Tomo refúgio,
no buda
no dharma
e na sanga.
Como quem traz
a cara joia
de sentir e ser
e não ser
nas próprias mãos...
Como o boi que
se livra da canga
Tomo refúgio.
aonde só me resta 
paz, presença e
mesmo o nada
me trás
consciência
além e antes
da consciência 
Tomo refúgio,
no buda
no dharma
e na sanga
no próprio
silêncio
e amplidão
como quem
declina de si
e permite-se
lá e no todo
que há aqui.
Tomo refúgio.

-Das asceses místicas





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