haveria amor prepotente?
Amor anárquico,
puro e convincente?
Amor atávico, telúrico...
Amar, insólito e persistente..?
Amar inglório, de amar sofrido,
perdido, do ser nem lembrado,
nem sabido... do amar ignorado
e então, por isto, indecente..?
Eis um verdadeiro amar histórico
e resiliente...
Amar, pode ser grave ofensa...
Amar as formas, todas elas, por belas.
Amar todas as instâncias ainda incompreendidas
Amar mesmo, as coisas mais fodidas...
Amar um vazio, e sem querer respostas.
Amar absolutamente entregue e sem apostas...
Amar permanentemente, sem ter condições para amar.
Amar, pode ser até em consistente ausência dum desejar...
Amar, mesmo assim, na eterna descrença...
Amar, tanto se fez que tanto faz...
pois já há do amor, uma onipresença...
-Bravo amar

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