quarta-feira, 10 de outubro de 2018

espada quebrada

Com a ponta da espada quebrada, 
e, cravada, nas costas, queria dar respostas,
mas, doía o suficiente pra confundir o seu pensar, 
mas não o seu agir, e o lutar... 
Apenas, não dava para parar, 
pois era laço e sofrenaço, 
e com a dor em cada corte,
e já cansado o braço, 
e as mãos nuas molhadas, 
com seu próprio sangue, 
tremiam, mas não paravam...
Responsivos arrastos 
de um momento bruto, 
com a mente em comado de luto,
fria, cortava o agora 
com a virulência
 necessária da
paciência irada...
Contudo, mesmo a vitória 
agora e sempre, ainda não
representava, nada...
ralleirias- das lutas de classe



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