terça-feira, 5 de dezembro de 2017

E a palavra clama!

Vontade, vem num atropelo,
formada quando?

Se quando, pode ser
um lapso entre
depois, agora ou antes...

Lugar em que a vontade
circula oculta
selecionado
atos, memórias, nomes
numa sigilosa incuta...

Há um momento entre seus nomes,
em que a verdade é 'palavra',
e são como espíritos
em ideais de vontades
sussurradas...

invadem-nos nas escolhas
em que tomamo-as em
nossos tempos, culturas,
revestem-se num agora
desejado, de significados
apreendidos, encarcerados.

Palavra declara
invade, existe, muda-se
ressurge, persiste...

nos meus verbos preferidos
morro aos poucos
gasto-me em tempo
e projeto meus sonhados signos
na compreensão, por ela, palavra,
por nós, na conquista dum existir

E a palavra clama!
-Use-me tanto quanto puderes,
existo, não nos teus verbos e falas
quando partires, continuarei aqui.

ralleirias (das mortes não morridas)

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