terça-feira, 26 de maio de 2015

Paradoxos de um impermanente existir...

Construídos por este tempo
Olhando a luz duma estrela do
longínquo passado, o tempo, lá, foi.

Mas, ao olharmos para ele, ainda não é?

Nós e elas, ele, fomos, somos e seremos,
paradoxos de um impermanente existir...

Eis que nada dura , posto assim,
nem mesmo a morte é cura, e
pouco importa o tempo
e as suas curvaturas...

Forçosamente surge enfim, o porvir...

A vida, que sorte,
é mesmo o ápice da morte,
e é este o seu grande momento,
quando, tudo muta em alimento

para o inevitável  saciamento,
desta imensa fome, e então, cura...

...de toda lucidez e caos,
ordem e loucura
Construídos por este tempo...

ralleirias


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