Construídos por este tempo
Olhando a luz duma estrela do
longínquo passado, o tempo, lá, foi.
Mas, ao olharmos para ele, ainda não é?
Nós e elas, ele, fomos, somos e seremos,
paradoxos de um impermanente existir...
Eis que nada dura , posto assim,
nem mesmo a morte é cura, e
pouco importa o tempo
e as suas curvaturas...
Forçosamente surge enfim, o porvir...
A vida, que sorte,
é mesmo o ápice da morte,
e é este o seu grande momento,
quando, tudo muta em alimento
para o inevitável saciamento,
desta imensa fome, e então, cura...
...de toda lucidez e caos,
ordem e loucura
Construídos por este tempo...
ralleirias

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