terça-feira, 26 de maio de 2015

Formular receita...

Não se trata de formular receita...

Mas, me parece que cada um pode achar o seu caminho para
encontrar a paz na própria mente.

Da paz interna vem a paz externa.

A paz e o silêncio têm muito em comum...

Ao silenciarmos, é possível perceber que a mente, não é esta profusão
de pensamentos que se apresentam e se atropelam, toda vez
que tentamos ficar em silêncio 'interno'...

O silêncio, assim, apresenta-se como um atalho para a paz.

Assim, acho que a mente, ao contemplar o silêncio, acaba por,
em um determinado instante, descobrir que ela está mais para
'um' ou 'o' observador, e este, não está necessariamente ligado
à julgamentos, códigos e signos e nem mesmo a noção de identidade.

A paz fica desta forma mais acessível, e mesmo quando ligada à uma noção
de identidade, esta ficará assim, desvinculada das necessidades de
sustentação destes mundos encarcerados pelo estabelecimento de regras,
pois destas, sejam quais forem, sempre surgem toda a sorte de situações
conflitantes e complexas que nos diluem na confusão do mundo.

Percebo que, ao simplesmente observar tudo que se apresenta,
sem julgamentos e sem obsessões, logo a intensidade destas
divagações, e esta verborragia interna começam a diminuir...

Acho, que é porque a atenção e a energia sugadas por este ente pensador,
saem do mesmo local e da mesma força do nosso silêncio...

Trata-se talvez, do relacionamento que queremos ter com os conteúdos
destes pensamentos e imagens, um relacionamento atávico ou dogmatizado...

O silêncio da própria paz, talvez seja, como o lugar mais próximo da
essência de nós mesmos, que, como entes sociais possamos vir à chegar...

Livres da programação e dos limites da linguagem,
livres do encarceramento lógico destas entidades, que transitam
nos mais diversos contextos, livre dos medos, desejos e até dos sonhos.

Apenas livres na essência da pura consciência.
ralleirias


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