sexta-feira, 10 de abril de 2015

paradigma

Um morto se apossou do corpo
e disse, que o nome dele é 'sou eu'.

Uma vontade abocanhou a linguagem, e
o binário dela é:  'comprou', 'vendeu'.

Um 'quadro geral' adonou-se da cena...
Feito pastiche duma época de glórias,
que nunca ocorreu...

E o mundo, confundido, traça vida torta...
Neste enredo, colapsa suas verdades, 
por mortas, e eis que também ele morreu!

O que resta ao paradigma agora vazio?
Qual observador e regra? Tudo sumiu...

Solto no espaço indefinido e disforme,
o paradigma aderiu ao nada,
relativizando-o ... ao 'conforme'.

 Então, Um morto se apossou do corpo
e disse, que o nome dele é 'sou eu'.

ralleirias - crônicas das lutas de classe




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