Onde ela estiver, certamente terá também um destes besouros.
Aonde ela vai, tem de haver um destes besouros... há um no escritório dela.
E haverá um destes besouros, na casa de cada pessoa que ela frequentar.
Quando ela viaja para um determinado lugar, antes, ela envia
para agência de correio local ou mesmo para a recepção de algum
hotel na localidade, uma caixa contendo um besouro,
às vezes, ela telefona para confirmar se a caixa já chegou,
antes mesmo de partir para lá...
Antes de seu nascimento, a mãe dela usava um amuleto de escaravelho.
A bisavó e a avó dela também usavam, e agora, ela usa o mesmo amuleto.
No berçário, após o parto, a avó dela arranjou um jeito de esconder um,
debaixo do colchãozinho dela, e que foi encontrado somente após
ela já haver seguido para casa com a mãe dela.
Tudo isto, foi ela quem me contou, e sorrindo, me pediu para eu não
fazer perguntas sobre o assunto... Me disse que isto era uma tradição
de família, uma espécie de brincadeira...
Daí, ela me entregou uma caixinha, dentro havia este escaravelho verde
metálico, e falou que era para eu guardar num lugar seguro, o qual
somente eu tivesse acesso, mas tinha de ser na minha casa...
Às vezes, parece que o besouro faz barulho dentro da caixinha e logo
em seguida, ou no mesmo dia, ela faz contato ou aparece...
Poderia ser apenas uma impressionante coincidência, talvez seja apenas
minha imaginação, pois, acontece que o besouro não está vivo...
Ela é mesmo maravilhosamente misteriosa...
ralleirias(fragmento)

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