Sequer nos trás carreadas suas significadas
Acolhe estas existências, apenas por pretensões.
E temporariamente, o livre arbítrio então,
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Nanã Buruquê, também conhecida como Nanã Buruku, é uma divindade feminina venerada em religiões afro-brasileiras como a Umbanda e o Candomblé, sendo considerada uma das orixás mais antigas e poderosas. Ela é associada às águas paradas, pântanos, lama e à terra molhada, além de ser vista como a guardiã do portal entre o mundo dos vivos e dos mortos(e dos locais aonde estes processos naturalmente e sistemicamente acontecem, como mangues, banhados e alagadiços).
É considerada a mais velha dos orixás, associada à lama primordial com a qual o ser humano foi moldado.
Está profundamente conectada com os ciclos da vida e da morte, com o útero e o cemitério, sendo também vista como a guardiã dos mistérios do nascimento e da passagem.
Em algumas tradições, ela é a mãe de Omolu/Obaluaiê, o orixá das doenças e da cura.
Nanã Buruku é uma divindade com origem na cultura iorubá e é conhecida por diversos nomes, como Nanan Buruku, Nanã Buruquê, Nanã, Anamburucu e outros.
Poderes e domínios:
É considerada a orixá da sabedoria, da lama, dos pântanos e das águas paradas, sendo a responsável pelo portal da reencarnação e da morte.
Mãe de Orixás:
É mãe de diversos orixás, como Obaluaiê, Iroko, Ossaim, Oxumaré e Ewá.
Representação:
Geralmente é representada como uma mulher idosa, de pele escura e cabelos brancos, portando um ibiri (cajado).
Oferendas e rituais:
Suas oferendas incluem elementos como feijão preto, batata doce roxa, quirela, canjica, arroz com folhas de taioba, berinjela com inhame e sarapatel, entre outros.
Cores e símbolos:
Suas cores são o roxo e o lilás, e seus símbolos incluem o ibiri e a vassoura.
Sincretismo:
Em alguns locais, Nanã é sincretizada com Sant'Ana, celebrada em 26 de julho.
Nanã Buruku é uma figura de grande importância e respeito no contexto das religiões afro-brasileiras, sendo reverenciada como uma divindade ancestral e poderosa.
Saudação:
“Salubá Nanã” é uma saudação tradicional dedicada a Nanã Buruku (ou Buruquê), uma das mais antigas e respeitadas divindades (orixás) do candomblé e da umbanda, especialmente nos ritos de nação Jeje e Ketu.
"Salubá" é um termo de origem iorubá ou fon, cuja tradução mais aceita é:
“Saudamos com reverência”
“Louvemos com respeito”
Ou ainda: “Abençoa-nos, Nanã”
A palavra carrega um tom de reverência muito profunda, pois Nanã representa a ancestralidade, a sabedoria antiga, o tempo, a lama primitiva e o retorno à terra (morte).
Ao dizer “Salubá Nanã”, a pessoa está:
Reverenciando a ancestralidade e a sabedoria antiga;
Pedindo bênçãos para lidar com os mistérios da vida e da morte;
Conectando-se com a energia do acolhimento, da maturidade e da transmutação.
Durante rituais, festas e obrigações dedicadas a Nanã, a saudação “Salubá Nanã” é repetida com grande respeito, e às vezes dita ajoelhando-se ou tocando a terra, reconhecendo sua ligação com o barro, a lama e a criação.