quarta-feira, 30 de junho de 2021

autenticidade...

Olho essa dor

e eu, 

a vejo 

com amor...

Ainda assim, 

ela dói em mim

e parece não ter fim.

E do propósito, é qual ?

Será mostrar que há um mal,

ou, revelar que haverá um bem?

Mas, quando ele vem?

Quando muda o quê, 

para quem?

Olho a alegria

parece um pouco diferente 

da felicidade...

E essa, exige verdade, 

que parece rimar melhor 

com autenticidade...

E cabem nela também

minha dor, a felicidade,

a minha alegria e o meu amor.

- meta teatro

Solitude

Pode a solitude como um trunfo conquistado, 
acontecer para poucos, pois só é lugar também possível,
atrativo e habitável, principalmente à partir de nossas 
integridades, e quando revestidos de nossas forças próprias 
de equilíbrio, com bons estofos de lúcidas naturalidades...
Assim, poderemos buscar atuar como mestres de nossas personas e 
de suas vontades (integrados e assujeitados sistemicamente),
e mesmo que não o sejamos, de nossos destinos. 
E então, se houveram seres que em algum momento contribuíram na
criação dessas instâncias em luminosidade, com atos, palavras e gestos, 
e que nos geraram as potências de amor e firmeza, elas assim, nos inspiraram
tais possibilidades, existindo de alguma forma conosco, somos daí, frutos destas 
somas, e ainda que por ora estejamos fatalmente desacompanhados, por desejos 
ou quais sejam as circunstâncias, realmente nunca seremos sós...

- Crônicas das lutas de classe

terça-feira, 29 de junho de 2021

randomicamente reinventado

Sonhamos insistentemente, sobre todo possível à ser sonhado,

sonho que é assim, randomicamente reinventado...

Reconheces os antigos demônios, 

estes, que circulam à tua volta?

E porque continuas à fazer-lhes dedicada escolta?

Agora, eles já tem outros nomes, e ora parecem humanos, 

e então parecerão santos, depois serão anjos, mas, com todos 

os seus dons exauridos... são daí, como deuses caídos, 

e eles foram derrubados por ti ...  são teus velhos conhecidos... 

São tuas decisões? 

O calor de fogo alto e profundo, desta chama que trazes, infinita... 

Veio do mais ardente inferno, aonde queima uma vontade aflita...

Seriam as tuas paixões?

Sonhamos insistentemente, sobre todo possível à ser sonhado,

sonho que é assim, randomicamente reinventado...

- Meta teatro

Eu te respiro

Eu te respiro, em cada pensamento.

E cada sentimento que emano em 

palavras e ou atos, percebo agora 

que tudo está por ti, dedicado.

Eu te sinto, em cada movimento.

Cada momento, me perece tão delicado,

só porque qualquer acontecimento teu, se faz ...

Eu existo mais feliz, vendo o teu feliz existir.

E, quando contigo, sinto a paz se expandir...  

e em amor, eu me abrigo.

E o meu sol, é esse teu lindo e natural sorriso...

- Bravo Amar

grande ficção

 É a morte então, o justo pagamento 

por uma vida bem ou mal vivida...

Onde não há trajetória escolhida, 

isso é apenas a mais pura ilusão...

E de que adianta essa angústia 

que é tanta, pelos sonhos e vontades

se nada é de verdade, está tudo muito 

mais para uma grande ficção...

Mas embora disso saibamos, 

a aflição nunca para, 

até que pela morte 

ela se cala.

ralleirias -meta teatro

domingo, 27 de junho de 2021

da desumanidade

Assim como em diferentes épocas e locais, enquanto não houver conscientização, 
respeito,  justiça e equilíbrio, integração e adequação, assimilação, retificação
e reparação, sobre o que já fizemos no passado, e sobre a forma como 
surgimos, e como e de que forma chegamos até aqui, e como nos 
comportamos, enquanto indivíduos, povo, cultura e civilização, 
seguirão acontecendo esses pulsos mortais e genocidas 
destrutivos, através das expropriações e do desprezo, 
e pela crueldade e pela barbárie, sempre ressurgirão 
como holocausto, ora sobre um ou outro povo, e 
de alguma forma, reproduziremos este mal, 
da desumanidade que recairá sempre
sobre todos nós...
- das lutas de classe

quarta-feira, 23 de junho de 2021

de onde venho

Pensando bem, 
o tempo 
é só o que tenho,
e nada mais além...
E também, é mesmo 
o que eu sou, é para 
aonde vou, e é de 
onde venho...
ralleiras -trimúrti