quarta-feira, 20 de julho de 2016

pródigo.

Contorcendo a realidade
misturando com imaginação.

Existem amores, que são
como fixar-se
estabelecendo novas
verdades.

Tem deste mesmo jeito
o medo, o perdão e o ódio
dai, constroem-se em ficção.

Pois do desejo, além de vontade,
é lealdade, assim como
é o que é a razão...

Um compromisso lógico
de forçada submissão.

O entregar-se pródigo
ao pressuposto...

Em quase total rendição.

ralleirias - das lutas de classe.
Crédito na imagem




sábado, 16 de julho de 2016

de soslaio

Traçado o real, ideal,
gabaritada uma
humanidade,
ponto?

Passando ao real
confronta com a verdade
que não quer assumir
pronta identidade.

Rapidamente
e de soslaio,
mostra para alguns
a sua cara
e ela,
se transfigura
como raio.

Turva olhada
na fachada...
Quem notará?
Certa? Errada?
E, padronizada?
...
Traçado o real, ideal,
gabaritada uma
humanidade,
ponto?
ralleirias(Do real)

quinta-feira, 14 de julho de 2016

compulsório

O transformar
compulsório das realidades,
que transfigura mundos,
com o moinho das causalidades,
muda seres e instâncias,
faz um 'talvez',
assombrosamente,
parecer às vezes,
maior mesmo do que
o 'nunca e o sempre'
de todas as identidades
e mundos possíveis...

Zero, um, zero, um - presença, ausência
modula a frequência
particularizando o real
por incidência.

Instâncias ânsias
códigos sonhados
lógicos causados
em auto relevância?

Todos são móveis, e
tudo é no agora, também
o próprio 'depois' nem
tem futuro...
e o que era,
é como um 'já foi',
tão subjetivo e escorrido,
que não é como um
passado.

Um não mais ser original vinga.

Nem mais haveres alguns, existirão de vida própria,
e onde ser, é um não estar em si, mas, estar nas coisas
e o estar, é como se fosse o perceber viciado inercialmente
nas formas, marcas, linguagens e regras cegas postas
pelo logos coletivo,
ditando, emulando,
concatenando assim, causas, e
produzindo 'seres instâncias exploratórias',
auto-replicantes, de programadas colheitas,
e suas consequências e por fim, irrelevâncias...
(...)
ralleirias (crônicas das mortes não morridas)


sábado, 2 de julho de 2016

Me derrote

Me derrote sabedoria!
Perco com alegria...

Perda é um pecado 'fato'?

Fato é onde encerra qual ato?

Antes, depois... ora pois
verdade de história
não é sempre,
perda ou glória?

Registro de
memória
do que
viveu
sempre
um pouco
como
todos,
quase assim
como nós,
e como eu?
(...) ralleirias (das lutas de classe)


terça-feira, 28 de junho de 2016

de boca fechada...

Na ponta da língua, de muita gente
que ainda está de boca fechada...
Haveria em revolução, uma 
palavra que pode estar trancada...
'Reconstrução', 
é o que parece 'soar' à mente,
mas, não claramente...
E não parece apenas um engano
dos que não percebem, que 'construção'
é uma instância ou 'algo' permanente.
A lógica, destorce pelo conforto
de uma identidade fragilizada
dum ser tomado, mercadorizado.
Mas, a vontade não mente
e oportunamente a palavra
há de ser falada...
E secretamente, já foi contada.
Ela é a senha para a estrada.
ralleirias - das lutas de classe


sexta-feira, 24 de junho de 2016

adiante...

O mundo só parece diferente do que deveria ser, 
pra quem acha, que ele tem que ser de alguma forma específica...
às vezes, o mundo 'não' parece diferente do que deveria ser, visto 
de qualquer ponto... ou não.
O óbvio é um recheio baseado em arcabouços pressupostos 
do que deveria ser o real, o justo e o certo... 
Nada disto tem importância em qualquer instância...
ou, tudo isto é relevante, antes, após e durante cada instante? 
Não sei... não sabe?
Passe a dúvida adiante...

ralleirias


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Entre as dobras dos limbos...

Entre as dobras dos limbos...

É onde trafegamos, quando solitários.

Essencialmente, é num lugar paradoxo ...

Há solidão, se inexistem co-relações
ou associações ?

... E dissociado de tudo, não, nem inexistiria...

Saem de onde, o 'conceito' o  'ser' e o 'só'?

ralleirias - (das mortes não morridas -da co-emergência - fragmento)