Sou sempre eu sonhando contigo
ou é tu sonhando comigo?
E no meu sonho, sonhado por ti...
E no teu sonho, sonhado por mim...
Tu no teu sonho, sonha comigo,
sonhando contigo, que sonha assim...
Eu no meu sonho, sonho contigo,
sonhando comigo, que sonha assim...
Sonhas, e eu sonho,
que sonhamos juntos,
que sonhamos...
Mas, sonhamos
sonhos iguais?
E mais
sonhos,
mas...
Eu, entrei no teu sonho
pra te libertar...
Te livro agora
deste sonhar.
E comigo,
tu livras, teu
eu e eu de mim...
Deste meu eu
de ti pra mim
deste teu eu
de eu pra ti
tu e eu
teu, meu.
Nó dos nós.
Pois a posse
maior do eu
é o seu
próprio
fim
num fim de
propósito, de
princípio e fim
pelo seu findar.
e o
sonhar
é assim,
fim
sempre
num
recordar
renovar?
posto um
inovar,
cria-se?
Assim
o criar
é também
um fim
Sonhamos
assim?
ralleirias - Das lutas de classe
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Toda ilusão, não é ignorância?
E se,
todo o mistério,
segredo e culpa
fossem apenas ignorância ...
Toda ignorância é instância
se há instâncias, há caminhos.
E se,
todo o mistério,
segredo e culpa
fossem apenas caminhos ...
Todo caminho é vontade
se há vontade, há desejo.
E se,
todo o mistério,
segredo e culpa
fossem apenas desejos ...
Todo desejo é sonho
se há sonho, há ilusão.
E se,
todo o mistério,
segredo e culpa
fossem apenas ilusões...
Toda ilusão, não é ignorância?
ralleirias - oroboro
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Construção...
Como o sagrado que está
dentro de uma prece
tua roga
gira a roca
da realidade...
Desejo
configura a verdade
dádiva
emana da invenção...
Vem ao real o fato.
Faz-se matéria da intenção.
Conclui-se o existir neste cume?
E palavras, têm um único gume?
Real nenhum,
deixará de ser construção...
ralleirias - Meta teatro
dentro de uma prece
tua roga
gira a roca
da realidade...
Desejo
configura a verdade
dádiva
emana da invenção...
Vem ao real o fato.
Faz-se matéria da intenção.
Conclui-se o existir neste cume?
E palavras, têm um único gume?
Real nenhum,
deixará de ser construção...
ralleirias - Meta teatro
indecência é poema
Poema é vontade
vontade é palavra
palavra é necessidade
necessidade é dor
dor é da sorte
sorte é destino
destino é saga
saga é estória
estória é memória
memória é desejo
desejo é identidade
identidade é poema...
Poema é orgasmo
orgasmo é morte
morte é costume
costume é verdade
verdade é estrume
estrume é vida
vida é indecência
indecência é poema...
ralleirias - Meta teatro
vontade é palavra
palavra é necessidade
necessidade é dor
dor é da sorte
sorte é destino
destino é saga
saga é estória
estória é memória
memória é desejo
desejo é identidade
identidade é poema...
Poema é orgasmo
orgasmo é morte
morte é costume
costume é verdade
verdade é estrume
estrume é vida
vida é indecência
indecência é poema...
ralleirias - Meta teatro
A sincronicidade no real...
A sincronicidade dos eventos,
Que tempos são estes, onde pragas, parasitas, fascistas e seres de todo o tipo,
parece que se apresenta apenas acompanhando o imaginário...
Que tempos são estes, onde pragas, parasitas, fascistas e seres de todo o tipo,
tomam dimensões monstruosas e invadem nossas vidas,
pelo nosso entendimento e com o nosso consentimento,
sobre o que deveria ser o real...
ralleirias
ser um ninja
Praticar compaixão
por quem nos odeia,
perdoar quem nos agride,
esvaziar a mente,
reconhecer pensamentos alheios
e vontades impostas pela mundanidade,
e que transitam despoticamente
como se fossem naturais e nossos...
Focado no eu, emanar-se no todo...
Sereno, safo.
Focado no eu, emanar-se no todo...
Sereno, safo.
Esta prática perfeita é o equivalente
a ser um ninja, em comparação
a normalidade ...
E falar, é infinitamente mais fácil...
E, mesmo analisando o problema
E falar, é infinitamente mais fácil...
E, mesmo analisando o problema
como se estivesse num nível mediano
de complexidade, ou seja:
de complexidade, ou seja:
Praticar esta liberdade
que o budismo ensina
que o budismo ensina
é na verdade, uma transgressão
em relação à qualquer cultura...
ralleirias
ralleirias
Culmina
No auge, peça de máquina...
Engrenagem desgastada,
padrão em constante obsolescência.
No pico, giro alto,
todo o tempo com pouco tempo.
Daí, culmina que tu morre,
quebra, funde...
Morre tentando viver.
Tu sucumbe no desgaste de tu ser.
À poucas braçadas, bem perto da praia,
depois de todo o imenso esforço.
Culmina que cai tudo,
e bem na tua hora,
porque gente como tu,
só tem que se lascar.
Culmina que tu cai de cara e te quebra,
sem apoio, fica no chão, vítima, calçada,
capacho, pedra no caminho...
Culmina...
No topo da montanha de lixo.
ralleirias (pérolas duns sapatos)
Engrenagem desgastada,
padrão em constante obsolescência.
No pico, giro alto,
todo o tempo com pouco tempo.
Daí, culmina que tu morre,
quebra, funde...
Morre tentando viver.
Tu sucumbe no desgaste de tu ser.
À poucas braçadas, bem perto da praia,
depois de todo o imenso esforço.
Culmina que cai tudo,
e bem na tua hora,
porque gente como tu,
só tem que se lascar.
Culmina que tu cai de cara e te quebra,
sem apoio, fica no chão, vítima, calçada,
capacho, pedra no caminho...
Culmina...
No topo da montanha de lixo.
ralleirias (pérolas duns sapatos)
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