domingo, 9 de novembro de 2025

Surpreende

Surpreende perceber que a Dor é um florescer dos campos do apego... Assim como qualquer desassossego, também como o desejo e o medo. E na tentativa de se completar curando o que é renitente no presente, um passado ausente que nunca se firmou,
e não se firmará...
pois assim, já lá está
posto que finalizou... E o desejo de passado toma o tempo do presente aonde o futuro será fundado mas, replicado, até que seja desmanchado seja como for E veja você, que também o medo de não viver é que se chama dor... - metateatro

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

é preciso compreender...

E então, é preciso compreender...
Que a falta de afeto, nos deseduca
da nossa natural humanidade, e o
desamor, é em si, pura dor e
instável fragilidade. E se há dor, há dor,
e a dor é mais que uma objetividade...
O Ser para compreender-se ser, tem
que se pertencer, e aonde ele se auto
perceber e assim, se reconhecer,
sentindo-se ser em condição de se poder...
estar, autorizar e desejar ser...e nisso se
comprometer, amar ao mundo aonde
ele mesmo se faz poder acontecer
no que ele quiser se fazer em ser.
E então, é preciso compreender...
- oroboro

está em voga

Sistemicamente, quando um assunto 
está em voga em determinados círculos, 
é sintoma de tomada de alguma consciência
coletiva... o que nos leva a querer objetividade 
em nossas lutas e campos de existências comuns... 
a solução é então canalizada afetivamente naturalmente 
em união, mas considerando-se que só quem nos tem 
apreço é capaz de se sujeitar a querer ouvir e compreender 
nossa linguagem pois ela carreia afetos também e estes, se 
não forem comuns, são quase incompreensíveis a terceiros não 
tão próximos... é cíclico e sistêmico. O que não é visto não é aceito, 
pois não é compreendido.
- Crônicas sistêmicas /das lutas de classe

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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

uma gira

Um poema é uma gira,
um rezo para o eu,
catarse do que o mundo
não lhe concedeu,
mas que o furor da vida
escolheu como o
seu natural lugar de se criar...
y girar y girar, em redemoinho
y la ninã y el niño
de roda à brincar...
nosotros bailando,
y nossos tempos
se criando neste
desejar ...
Yira, yira.
- metateatro

é ruim

Até mesmo o que é ruim,
o amor comporta, para o
uso em seu devido fim...
É assim que ampara a
possibilidade de um
compreender de verdade
como se faz para melhor ser,
e deste correto proceder
e para isso, é que aprende-se
assim... É com todos os inícios
também com todos os vícios
até suas curas nos meios e nos fins...
- Metateatro

Estudo das correlações entre os planetas e os Orixás

 O estudo das correlações entre os planetas e os Orixás é uma área da astrologia esotérica e da Umbanda/Candomblé, que busca associar as energias e simbolismos dos corpos celestes às divindades africanas. Não existe algo como uma 'tabela' única e universalmente aceita, pois as associações podem variar entre diferentes tradições e linhas de estudo, mas algumas correspondências são comuns. 

As associações geralmente envolvem os sete Orixás mais cultuados e os sete astros (incluindo Sol e Lua) visíveis a olho nu e conhecidos na antiguidade, aonde não há imperativos mas sim observação sobre os fluxos e conjuntos de energias, assim como na cabala e demais artes da compreensão : 

Planeta / Astro Orixá Associado Simbolismo / Atuação

Sol Oxalá Criador, paz, vida, luz e regente do universo.

Lua Iemanjá / Oxum Energia feminina, intuição, ciclos da natureza, emoções, maternidade e fertilidade.

Mercúrio Xangô / Ibejis Intelecto, comunicação, conhecimento, justiça e discernimento (Xangô), ou a dualidade e a alegria (Ibejis).

Vênus Oxum / Oxumarê Amor, beleza, sensualidade, prosperidade e união.

Marte Ogum Energia de combate, força, superação de obstáculos, trabalho e caminhos.

Júpiter Oxóssi / Xangô Conhecimento, fartura, expansão, sabedoria e realeza.

Saturno Obaluaê/Omulu / Nanã Tempo, karma, cura, saúde (Omulu), ancestralidade, sabedoria dos mais velhos e a morte (Nanã).

É importante notar que:

Fundamento Ancestral: A astrologia ocidental e o culto aos Orixás são sistemas de crenças distintos. As correlações são uma sobreposição feita em contextos de sincretismo e estudos esotéricos modernos, e não um fundamento direto das tradições africanas originais.

Variações: Diferentes astrólogos e sacerdotes podem ter interpretações ligeiramente diferentes ou usar outros Orixás (como Iansã, associada a Oyá-Tempo, que rege a Lei, ou a elementos como o vento e as tempestades) em suas correlações.

Individualidade: Em sistemas como a Astrologia Védica, o Orixá de uma pessoa estaria ligado ao seu Ori (cabeça, destino, intuição), que é determinado por um cálculo mais complexo do mapa astral individual, não apenas pelo signo solar. 

Correlações 

Sol: Oxalá (princípio criador, paz, sabedoria) ou, por vezes, a Xangô (justiça, poder), devido à centralidade e autoridade de ambos.

Lua: Geralmente ligada a Iemanjá (maternidade, mar, acolhimento) ou Oxum (amor, rios, fertilidade), devido às suas conexões com as águas e ciclos naturais.

Mercúrio: Associado a Exu (comunicação, caminhos, movimento), que é o mensageiro e intermediário entre os mundos, ou a Xangô (conhecimento, discernimento).

Vênus: Ligado a Oxum (amor, beleza, riqueza) e, em algumas interpretações, a Iansã/Oyá (paixão, ventos, transformação).

Marte: Associado a Ogum (guerra, trabalho, abertura de caminhos), o orixá dos combates e da metalurgia.

Júpiter: Frequentemente correlacionado a Xangô (justiça, realeza, sabedoria), que partilha atributos com o Júpiter mitológico.

Saturno: Associado a Obaluaiê/Omulu (cura, vida e morte, transformação) ou a Nanã Buruquê (ancestralidade, sabedoria dos mais velhos), que regem o tempo, a maturidade e os limites. 

- crônicas das asceses místicas

terça-feira, 4 de novembro de 2025

regenerar

Aprender é com o viver
se construir em desconstruir
Avançar, esperar e recomeçar...
O vencer às vezes é num desistir,
em que o destruir é pra se regenerar,
e corajosamente querer se perder, pra
poder se vencer, pra poder se resgatar
E se reerguer e reintegrar, e se entregar!
Salubá! E eu vou rezar! Pois eu sou seu filho,
Nanã! E humildemente da lama eu sei renascer
pois tem quem queira me conceder o imenso poder
de eu amar o que eu quiser e ali eu também me amparar
e ajudar meu próprio mundo surgir, e é vosmecê! ó minha
mãe Nanã! é quem está a me amparar! Salubá! Nanã Baruquê!
Salubá Nanã! Vida retorna Vida ! Salubá Nanã Baruquê! Salubá!
- crônicas das asceses místicas