segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

diretivas

O que é bom ou mau, no ato,
da estória para a história o depois
nos contará melhor do que a ação
no fato... lugares e pensamentos
são também leituras estruturadas
em consensos e desejos de
consolidação de identidades
pessoais e históricas e suas
validações pontuais. Desejo,
narrativa, oportunidade
performativa de localidades
diretivas do real desejado e
consentido como o possível,
o civilizado e o normal
do que é assim classificado...
- crônicas das lutas de classe


Yin e Yang

Força yang, tá na tua fala...
A força Yin no teu desejo.
Na tua boca que não cala
pela boca da qual
deseja o beijo...
E é claro que se calar
consolida-se no que
queres ganhar no ensejo...
A vontade é da tua força yang.
Humildade é da força Yin...
Em qual mandala andas
a buscar este desejado
ínterim, aonde teus atos
sedimentam os fatos de
atingimento deste teu
desejado fim?
Força yang, quer ação,
Força Yin, redenção.
Força yang pensamento,
força yin emoção.
força yang, comprometimento.
Força Yin, aceitação.
força yang, apaixonamento,
movimento... e força yin, amor,
em consolidação. - metateatro

Obrigado bilionário bonzinho!

Amo Fernanda Torres, atriz fenomenal... e o que ela faz e sua história e o premio dela, a família dela e o teatro e o cinema e a arte...  E é resistência, é necessária, é a 'resposta', vingados foram os injustiçados, e a 'verdade... é a verdade, sim... bem nossa. E tá valendo, mesmo que um bilionário tenha pago mais essa 'nossa festa'. Obrigado bilionário bonzinho! distribuiu sua vaidosa e hábil cinematográfica e fetichista generosidade criativa hollywoodiana e assim, o 'Brasil' ganhou um rico prêmio de gringos... os nossos colonizadores e os nossos vassalos comemoram juntos!  Obrigado pequenos burgueses brasileiros, a tentativa de emular um estilo de vida igual ao dos colonizadores das mentes de vocês, cafona, de mal gosto, caro, destrutivo e careta, nos esmaga moralmente e psiquicamente e culturalmente, mas, gera renda... e move a 'nossa' sociedade medíocre de panos e fitas e festas e risos vazios, embriaguez e gozo perpétuos sobre a miséria dos outros, e das lutas sobre o que já passou ou morreu, e coisas que nunca se venceu, e gente que nunca se importou de verdade, festejando sabujices colonizadas e as migalhas e reconhecimento do patrão, e outras coisas que nem entendem direito o que é... e sorria, vc está ainda está sendo filmado. Nas padarias, nos postos, nas ruas, nos uniformes eventualmente, e nós, ainda, por enquanto, estamos aqui.  

- Crônicas das lutas de classe

domingo, 5 de janeiro de 2025

Contratos

Demônios se adaptam a qualquer inferno, 
Anjos cabem em qualquer céu, são eles 
bem como você e eu, assim como o teu e o meu, 
sempre em dicotomia, nas luzes e sombras e suas freguesias. 
Contratos que o imaginário sobre o substantivo efetivo e o ato, 
fazem sobre o real e o fato, ali se estabelece imperativo, quem 
deseja ser performar em acontecer há de pagar o preço deste 
próprio querer. Imagine melhor, para ser.
- crônicas das lutas de classe



sábado, 4 de janeiro de 2025

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

ninguém precisa

Nada, ninguém precisa...
E tudo, é só o que podemos ter,
e isso é do nascer até o ser,
vir a se reconhecer, em autenticidades
de pertencer-se em se pertencer ...
no entender, que ser não é ter,
mas ter pertence ao ser, e propriedade
na verdade é pertencimento
de identidade que precisa
de variedade e historicidade
com isso, para existir
nestas estórias que
lhe permitam se
auto reconhecer...
Num mundo que projeta identidades
montadas em esquemas sociais
hierarquizados, o universo de
foraclusão, transpassa instâncias
sociais diferentemente,
e é fato sistêmico e sim, 'inclusive' há
na exclusão e na impossibilidade
também a salvação dos excessos
dos enganos de ter-se o que
não se precisa ou até sim,
seja necessário em certos contextos,
mas ainda nos faça mal...
- crônicas das lutas de classe

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Medeia

Medeia, filha do rei Eetes da Cólquida e neta do deus Hélio, era uma mulher de poderes extraordinários, uma feiticeira conhecida por suas habilidades mágicas e por sua paixão implacável. Seu destino se cruzou com o do herói Jasão, que liderava os Argonautas em busca do lendário Velocino de Ouro.

Quando Jasão chegou à Cólquida, Medeia foi tomada por um amor avassalador, incitado pela intervenção de Afrodite. Enfeitiçada pelo herói, ela decidiu ajudá-lo, traindo sua própria família. Com suas magias, Medeia garantiu o sucesso de Jasão: ajudou-o a domar os touros selvagens que cospem fogo, derrotar os guerreiros nascidos dos dentes de dragão e adormecer o dragão que guardava o Velocino.

Para fugir de seu pai, Eetes, Medeia tomou uma decisão cruel: assassinou seu próprio irmão, Absirto, desmembrando-o e espalhando seus restos pelo mar. Esse ato atrasou a perseguição de Eetes, mas também marcou Medeia como uma figura trágica, capaz de sacrifícios impensáveis por amor.

Após muitas aventuras, Medeia e Jasão se estabeleceram em Corinto, onde tiveram filhos. No entanto, o amor de Jasão esfriou. Ambicioso, ele decidiu abandonar Medeia e casar-se com Glauce, filha do rei Creonte, em busca de status e poder. A traição de Jasão despertou em Medeia uma fúria sem limites.

Para vingar-se, Medeia enviou a Glauce um presente mortal: um manto e uma coroa envenenados. Ao vesti-los, Glauce foi consumida por chamas mágicas que a mataram instantaneamente. O fogo também tirou a vida de Creonte, que tentou salvar a filha.

Mas Medeia não parou por aí. Em um ato que perpetuaria sua fama trágica e sombria, ela matou os próprios filhos, destruindo o legado de Jasão e garantindo que ele sofresse uma perda irreparável. Apesar da dor que sentiu, Medeia justificou suas ações como um meio de proteger as crianças de um futuro de perseguição e desonra.

Após consumar sua vingança, Medeia fugiu de Corinto em uma carruagem mágica puxada por dragões, presente de seu avô, o deus Hélio. Jasão, devastado, foi reduzido a uma sombra de si mesmo. Sua vida terminou de forma melancólica: esmagado pelo mastro do Argo, o navio que o havia levado à glória.



O mito de Medeia é uma das histórias mais intensas e trágicas da mitologia grega, envolvendo amor, traição, vingança e sacrifício. E permanece como um testemunho da intensidade do amor, da traição e da vingança. Ela é uma figura que transcende os papéis tradicionais, representando tanto a força feminina quanto os perigos das emoções levadas ao extremo.

Crônicas sistêmicas 

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