sábado, 7 de março de 2020

Eu uivaria

Eu uivaria o teu nome,
em qualquer lua.
Gritaria lindos poemas
românticos, no meio da rua...
E saberia tudo daquilo
que queiras gostar...
E eu sonho sempre
que possamos
realmente
no amor
nos encontrar...
E é tão grande,
este amar
que sinto
que é como
um infinito
daquilo que há
de mais bonito
no céu
na terra
e no mar.
ralleirias - Bravo amar




quarta-feira, 4 de março de 2020

sempre aflora

Me expresso, da boca para fora.
E eu falo, de minha alma para dentro.
O teu nome é algo que sempre aflora
no brotar de todo o meu pensamento.
Tanto que te quero, que eu te sonho.
E tanto que te amo, como fato real,
que em teu desconhecido mundo,
eu nada temo.
ralleirias - meta teatro


próprio

Da alheia 
dor,
nada toca.
Ensimesmado
dentro do umbigo
do próprio mundo,
constantemente 
num sonho
triplamente evoca:
Eu, sou, meu.
ralleirias - Ex-ante




Necessário

Necessário o inferno
quando há paraíso.
Desejo como corpo,
forma como a vontade.
Crença como o fato,
Intensão como verdade.
Confronto como dor
paciência como o amor.
Desequilíbrios como
equanimidades...
ralleirias - meta teatro


reptiliano

O medo reptiliano
opera na fuga,
na reatividade.
Há força, mas
sem lucidez, pois
opera na prontidão
da responsividade.
Mas, solução ...
faz posturas,
ordena movimentos
salva das loucuras.
Num restruturar-se
em francas atividades
por auto provimento.
ralleirias -meta teatro


segunda-feira, 2 de março de 2020

Será o amor ?

Será o amor, quem faz vontades?
São as fugidias verdades,
frutos de quais segredos?
Será que o amor real,
suporta todas as vaidades?
Ou ele é quem desmancha
quaisquer enredos?
Será o amor, uma força mestra,
da vida, e da mudança
de tudo o que não presta...
Será o amor a esperança
de dissolução
das mazelas do coração,
e assim, de todos os medos?
E o que nos faz querer em nós,
o todo sanar.
Como panaceia, divina flor...
E o que nos faz continuar...
Das coisa mais sérias,
da vida, é assim o amor...
ralleirias - Bravo amar

A dor

A dor, pode ser irrefutável ao ser.
Oculta, nas loucuras das diversas personas que usamos.

Pode a loucura, ser a salvação, para a dor ora
irremediável que na doença, sentimos.

Pode a doença, ser a fronteira
aonde combatemos a própria morte.

Pode a morte, ser desconexão definitiva, quando,
com a vida que vivemos o ser, este o é, somente em dor.

Contudo, a dor como pulso é natural, e quando pulsa,
podemos compreender sua origem, e isso pode vir a 
transformar, valorar e curar nosso mundo e toda vida.

ralleirias - meta teatro