Vence o bardo. São passagens. Vence o bardo. São linguagens. Vence o bardo Auto limbo da continuidade. Vence o bardo aonde tudo se passa e não passa. Vence o bardo na presença que ao logos não caça... Vence o bardo. ralleirias- das asceses místicas
Pode, o jaguar, saber de tudo. Mas, permanece quieto e mudo. Daquilo que foi, não sendo, do que será, não querendo. Pode o jaguar, espreitar o eterno, nas bocas do céu e do inferno. Na ampla mirada atravessa a noite percorrendo todos os sonhos dos sonhadores na madrugada. E então, ataca, vem como o sol, num clarão aonde toda a ilusão será abocanhada... Pode, o jaguar, saber tudo. Mas, permanece quieto e mudo. ralleirias - Crônicas das asceses místicas
Tenho uma música infinita nunca ouvi coisa mais bonita... E toco ela sempre quando quero e saem sons que eu nem espero e em todos os tons, já toquei... sai de onde, eu nem sei...
Tenho uma música infinita não fala de vida e morte nem amor, dor ou de alguma sorte mas expressa algo, como norte pra onde quero ir e a música, compartir... Tenho uma música infinita nunca ouvi coisa mais bonita... (...) ralleirias - Meta teatro
Posso trazer-te flores...
Sim é como a verdade
que pode ser uma escolha
com uma secreta singularidade.
Pois, se queres
flores criando vidas
não as colha...
É, posso trazer-te flores...
Lírios brancos¨
flores de um
amor desarmado
e franco.
Sim, posso trazer-te flores...
Mas, desejo os teus desejos
e não os desejos meus.
Não se pode deter o perfume
na flor que floresceu.
Assim, ainda posso
trazer-te flores...
Que tanto do sonho é desejo?
E, do criar-se nas próprias
promessas, é quanto?
Dar-se a ilusão
num quando...
Que tanto do sonho
é amor, acalanto,
fome, e dor e pranto?
E, que tanto do sonho
é só um encanto?
Sonhado no sonho do sonhador
no sonho, sendo sonhado
no sonho do sonhar sonhado...