domingo, 15 de abril de 2018

Podemos.

Podemos amar, somente amar.
Podemos. Queremos? Amar...

Amar, amor! Amar o amor... ama?
Somente amar, divina panaceia
coisa mais séria... Amar... 
Somente amar, e nisto se resolver, 
sem culpa e inventários de poder e ser.

Amor dá forma, amar conforma,
amor além das já tão batidas normas...

Somente amar, amor de entrega
amor sem medo, sem armadilhas
e segredos? Amar num realmente
compreender. Somente amar...

Ah amor, amor, amor, em que
linguagens amar rima com dor?

O que o decide, o que o faz,
como se esquece, como acontece?

E o que é amor, o que é amar,
somente amar.?
ralleirias - Bravo amar



Fazendo início e fim

Acolhe o que vier, ainda que pouco fácil.
Viver na verdade é sempre melhor.

O medo pode ser a panaceia de quem
não vive uma vida realmente própria
ou não alcança perceber enganos.

E que seja como for, pois se há clareza
nas intenções, o coração, provavelmente
pelo menos por um tempo, estará certo.

Que seja agora, pois não há melhor tempo
que o do estar na própria força da sua presença
fazendo início e fim, nos seus próprios mundos.

ralleirias -das lutas de classe



quarta-feira, 11 de abril de 2018

ávida

De novo a fera, ávida por pulsações...
Devora corações, os caça.
Pisar soturno das patas do desejo.
Armadilha dos tempos que não vejo.
Costeia silenciosamente nas sombras
da própria luz...Circunda, faz cruz.
O que tange destino é amor ou medo,
o que cria mundos de verdade
ainda está em sagrado segredo...
ralleirias -das asceses místicas

Crédito à imagem neste  link

pela identidade

Meta-proposição para o impossível:
Fim do desejo pela identidade.
Pré condição para o improvável:
Não sonhar ou fazer realidades.
No enlace do tempo há quereres
insondáveis por inéditos. Há efetiva
compreensão de nova construção?
Nos novos créditos.
Se mesmo a forma, e a licença do espaço
são dados como já compreendida arrumação...
Há novidade como fato, num saber de consumação?
Meta-proposição par o impossível:
Fim do desejo pela identidade.
Pré condição para o improvável:
Não sonhar ou fazer realidades.
ralleirias- meta teatro- impondo ficção na vida alheia


Oprobrioso ópio...

Sós por essência,
há almas que dormem
na própria complacência...
Canalha fome, que se auto consome.
Derrama-se, sofismando o lógico
em pródigos conselhos sobre
irreais amores módicos...  
Buscando um idílico sonhar integral,
compondo-se numa moral 
do amor, mas, apenas o próprio...
Amor como oprobrioso ópio...
ralleirias - Meta teatro- impondo ficção na vida alheia





Como é que se faz mundo?

Como é que se faz mundo?
Se não é com amor, sonho e labor
Como é que se fazem os milagres?
Na poesia que é o trabalho do amor,
e no trabalho que é milagre do labor...
e no sonho o qual a alma é o amor.
São chamas das criações e
transformações dos nosso mundos.
Agir, elaborar, o amar é... Sonhar!
Dá-nos incansáveis asas ó sonho!
Damo-nos vida no labor de amar!
É da verdade que a realidade, faz-se.
Lindo é o amor que resiste assim
nos sonhos que insistem, até se
realizarem enfim...
ralleirias - crônicas das lutas de classe-2018


quarta-feira, 4 de abril de 2018

o véu

Desfaz-se o véu, do que não vejo...
do engano, que parece o normal.
Não há orações sobre os desejos.
Mas, um só rezo, pelo
amor incondicional...
Feito juras de vontade,
em rogas abençoadas
que transcendem a dualidade.
Há Um só, em muitas almas
enamoradas...
Desfaz-se o véu, do que não vejo...
do engano, que parece o normal.
Não há orações sobre os desejos.
Mas, um só rezo, pelo
amor incondicional...
Imanar o amor agora
verter-se em felicidade
mente em foco que
faz nascimento
para as melhores
realidades...
Desfaz-se o véu, do que não vejo...
do engano, que parece o normal.
Não há orações sobre os desejos.
Mas, um só rezo, pelo
amor incondicional...
ralleirias -das asceses místicas