sábado, 2 de dezembro de 2017

num caracol oco..

Foi um Saci, que
morou um tempo
num caracol oco..?

E que é coisa igual e
que tem um pé só
e colocava cola e
colava os cocos...
deixava coco nas selas
e gosma dentro e sobre elas
e também nos sapatos ocos..?

Foi um Saci, que
passou ali, inundando tudo...
Ou foram sacolas, lixo e tralhas
o que trancou as calhas?
Não foi um remoinho de vento...
espírito mágico de um outro tempo?

Foi um Saci, que
revirou a economia, a maior e a local
ou um lucro insano, canalha e desigual 
que pesa sempre para um só lado...
Desequilibrando e esculachando
tudo que justamente havia sido
pactuado e por isto, trabalhado..?

Foi um Saci, que
confundiu visões pseudo políticas e 
vazias críticas, num raso entendimento e
pouca percepção real sobre os momentos?
Sabedorias dogmatizadas e 
recheadas de ingenuidades
sobre as próprias 
frágeis verdades..? 

Foi um Saci, que
morou um tempo
num caracol oco..?

E que é coisa igual e
que tem um pé só
e colocava cola e
colava os cocos...
deixava coco nas selas
e gosma dentro e sobre elas
e também nos sapatos ocos..?

(...) ralleirias - das lutas de classe




Do Jardim secreto das palavras

O 'quando' é também uma instância volátil,
e por isto, pode ser perigosa.

E magicamente, dado seu elemento de origem,
seu tempo é elástico e apresenta poderes que transpassam
 os aspectos das próprias atemporalidades...

(ralleirias - Do Jardim secreto das palavras)


Jesus Avatar

Jesus Avatar
Verdadeiro
é Bodisatva,
sendo só, já é,
vê que é de amor
em prática.
Em total entrega
desinteressada
e, sem medo de nada...
Tá nas quebradas,
onde também fazem
em tudo, aquilo que é
a coisa acertada...

Jesus Avatar
Verdadeiro
é Bodisatva
Na caminhada
a utopia praticada
também é sonhada
em todas as alvoradas...

Jesus Avatar
Verdadeiro
é Bodisatva
coisa sagrada
é esta estrada
desinteressada
pois amor importa...
e importa que seja dado
ou é desperdiçado
o principal teor
desta flor do sagrado...

Jesus Avatar
Verdadeiro
é Bodisatva...

ralleirias   (Das Lutas de Classe)


Se não foi Maranatã...

Do preparo e do querer
que já foi surgido
seja qual a instância imanente
foi por Maranatã emanado
antes, agora e depois
permanentemente
assim, construído.

O ser que será,
e o que dele se faz e fará,
dormem ainda...
Pois é madrugada
na evolução do mundo
mas, logo logo resplandece
e o que 'era' finda...
e daí, vem a construção
do novo profundo.

Pois, o que preparou o todo?
Se não foi  Maranatã...
Ainda bem, que achou bom,
estabelecer a noite e a tarde
e também a manhã.

E a noite a tarde e a manhã
também surgem no espaço
entre, dentro e fora
de Maranatã.

Parece que Maranatã fez o meio,
além do início e fim.
Organiza o tempo, o tempo todo,
e mostrou-se eventualmente assim.

E Maranatã, faz que dorme
como o nos, num sono não muito profundo.
Acordará em breve... e acho que
já estamos na madrugada
deste pré novo mundo...

Vai chegar... E dizem
que nada, nem outro espaço há
em que algo que deixou de ser
possa realmente sobrar...

E até que raie o dia
seja em palavra falada
sussurrada, grunhida ou gritada
prometido foi que seu nome,
não se diria, som algum, nada,
e mesmo se em poemas,
só poderiam ser mentalmente lidos,
em silêncio, e na madrugada
mas, jamais proferidos...

E é lá, neste bardo entre os sonhos,
de gestações de novos mundos
que muitas vezes
tenta nos comunicar,
logo resplandecerá e daí,
será a nova
eclosão do profundo...
Maranatã vai chegar, e parece
que ele é um novo mundo...

Maranatã, sem haver ódios
Maranatã, em verdadeiro e desinteressado amor
Maranatã, sem presupostos subservientes e vergonhas ocas
Maranatã, sem nenhuma dor

Maranatã,  sabe meu nome e origem, e o de todos
ele sabe que sou o eu em um possível 'também'...

é o que vai
um levante
o caminho
o nada
o tudo
o nem
o um
o eu
o tu
e o também
em todos os
poréns

Maranatã falou
que já vai chegar
O truncado acabou
nada vai sobrar
Quem preparou tudo
Foi maranatã
o inicio e o fim
a noite a tarde e a manhã
maranatã, dorme ainda
pois é madrugada no mundo
logo logo resplandece e
vem a eclodição do profundo.


De Maranatã vibrou um som
como algo parecido
com palavras

Antes do surgimento
do logus
de todo entendimento
emanado
o lotus multiplicado
que já vai chegar
o truncado acabou
dele nada vai sobrar
Foi Maranatã que falou.

ralleirias (Das asceses místicas)





Fazer o certo...

Fazer o certo
é um amar calado,
e de entrega incondicional
contra tudo o que está errado...

Fazer o certo
é não avançar
somente com sua própria vontade
e sim, com e por permissão de seu
futuro mundo ou  de sua futura outra cara metade...

Fazer o certo
é concordar nas vontades
e num não haver submissão sem consenso
e confesso... e mesmo, alguma sensualidade...

Fazer o certo
é mesmo esperar o tempo
a compreensão e a vencedora oportunidade...

(ah! sim... ainda te pego de jeito, amor...)

Fazer o certo, lembra bem... é empoderar
a concretização de realidades...

ralleirias - Bravo amar




Estamos aqui para lhe servir...

Estamos aqui para lhe servir...
um real pronto
mundo tonto...

Estamos aqui para lhe servir...
algumas verdades convenientes
para seres entregues e lenientes

Estamos aqui para lhe servir...
Vidas postas nas
nossas apostas

Estamos aqui para lhe servir...
sempre novas estórias
eriçadas derrotas e glórias

Estamos aqui para lhe servir...
tome a paga
siga a saga

Estamos aqui para lhe servir...
os caminhos que devem percorrer e
as formas pelas quais devem morrer...

Estamos aqui para lhe servir...

ralleirias -das lutas de classe



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

útil ...

Se você odeia políticos e a política, já esta fazendo o jogo
que os maus políticos e a má política precisam.
Um inútil inocente útil ...

Concessão... pois é também à partir de você,
que pode ser construído um mundo mais justo.

E ele, pode partir de atitudes responsáveis,
inclusive a de informar-se adequadamente,
comparando e pesquisando e então propondo
soluções e novos posicionamentos... cotidianamente.

Assim, faça seu ódio e indignação virarem então, quem sabe,
o embrião de boas políticas, e não um instrumento de disseminação
de ignorâncias, intolerâncias, preconceitos e de quase voluntária servidão
aos propósitos corruptos de terceiros

ralleirias - Das lutas de Classe