Como fossem minhas mãos
pintadas numa parede arcaica
duma caverna, marcas de um
desconhecido
que agora foram descobertas.
Escrevo para quem
é quem eu nem sei.
De tempo algum,
época incerta.
Mensagem compreensível somente
num domínio magicamente compartilhado
mas, curiosamente, de instancias pessoais secretas.
Vê este tempo que te tomam estas palavras?
Rendido, teu pensamento às persegue.
Não fosse isto, ele provavelmente estaria
consumindo outras verdades prontas.
Quase tuas certezas.
Elas vão ficar, depois de ti.
As palavras e as certezas.
Cárcere histórico do logos corrente.
Na luta contra as intempéries do mundo
formado em significados pragmáticos
mal se percebe o consumo de linguagens.
que nos transformam
em mutantes lógicos ad aeternum (...)
ralleirias
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
domingo, 18 de dezembro de 2016
sempre atrasado...
Magoado
meu relógio
anda sempre atrasado...
Foi trocado pelo celular...
e este se presta a mil coisas
Mas é especializado principalmente
em me controlar.
Meu bom e velho relógio,
apenas marcava o tempo para mim.
Já meu celular
insiste em me convencer,
que meu tempo não tem fim...
Sempre há o que fazer,
com quem falar
e o que escrever,
simples assim...
meu relógio
anda sempre atrasado...
Foi trocado pelo celular...
e este se presta a mil coisas
Mas é especializado principalmente
em me controlar.
Meu bom e velho relógio,
apenas marcava o tempo para mim.
Já meu celular
insiste em me convencer,
que meu tempo não tem fim...
Sempre há o que fazer,
com quem falar
e o que escrever,
simples assim...
O tempo
pode ser um cárcere
da lógica e da realidade
pode ser um cárcere
da lógica e da realidade
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
poética...
A natureza,
os dogmas,
as leis,
a ética...
transcendemos
transcendemos
pelo humano.
Numa existência
quase artificial,
mas, sobretudo
poética...
ralleirias
sábado, 10 de dezembro de 2016
arbitrariedades
Mesmo acreditando,
no que parece ser tua vontade
nota que até tua identidade
não forjou-se à esmo...
Sempre houveram certas
arbitrariedades, impostas,
construindo teus relevos...
E o teu gesto é honesto
mas talvez, a tua razão
seja um engano, ledo...
O que se passa na verdade?
E da realidade, há segredos?
Vontade, identidade e razão...
Crescem com o
meio onde florescem...
Tudo não passa de construção,
devaneios em dissolução...
E findam mais tarde,
ou mais cedo.
ralleirias -metateatro_2016
no que parece ser tua vontade
nota que até tua identidade
não forjou-se à esmo...
Sempre houveram certas
arbitrariedades, impostas,
construindo teus relevos...
E o teu gesto é honesto
mas talvez, a tua razão
seja um engano, ledo...
O que se passa na verdade?
E da realidade, há segredos?
Vontade, identidade e razão...
Crescem com o
meio onde florescem...
Tudo não passa de construção,
devaneios em dissolução...
E findam mais tarde,
ou mais cedo.
ralleirias -metateatro_2016
sábado, 3 de dezembro de 2016
Acreditamos!
Onde estamos, para onde vamos?
O que queremos? E com quem andamos?
Mas, o que realmente sabemos?
Se somos, quem somos? E gostamos?
E esperávamos o quê? Acreditamos!
ralleirias - Solipsismos
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
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