sábado, 10 de dezembro de 2016

arbitrariedades

Mesmo acreditando,
no que parece ser tua vontade
nota que até tua identidade
não forjou-se à esmo...
Sempre houveram certas
arbitrariedades, impostas,
construindo teus relevos...
E o teu gesto é honesto
mas talvez, a tua razão
seja um engano, ledo...
O que se passa na verdade?
E da realidade, há segredos?
Vontade, identidade e razão...
Crescem com o
meio onde florescem...
Tudo não passa de construção,
devaneios em dissolução...
E findam mais tarde,
ou mais cedo.
ralleirias -metateatro_2016

sábado, 3 de dezembro de 2016

Acreditamos!

Onde estamos, para onde vamos?
O que queremos? E com quem andamos?
Mas, o que realmente sabemos?
Se somos, quem somos? E gostamos?
E esperávamos o quê? Acreditamos!
ralleirias - Solipsismos


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Avante!

Em quem miras tu atenção,
se não, naquela estrela bela
e de brilho fulgurante!
E vais em direção à ela
intrépido, qual cometa errante...
Mas... não mais naquela,
além, há outra mais bela!
e mais adiante...
e outra... e outra... 
Avante! Avante!
ralleirias -Solipsismos


desnecessárias

Se há mente,
dissolve estas
desnecessárias identidades escravas
formadas entre o arcabouço de palavras.

Se há mente
Não outorga sólida resistência
para as coisas que determinam
tua restrita existência...

Se há mente,
não negue
ou nutra.
Não, jamais um sutra
nem não ou sim
início e fim...

Se há mente
há espaço
amplo
único
o potencial do vazio
vai ao imutável
e ao infinito

Se há mente
não há
necessidade
de um todo tolo
nem um tudo...
só de um
silêncio
mudo...

ralleirias - (das mortes não morridas)





quarta-feira, 30 de novembro de 2016

afeitos

Quais são os eleitos,
diferentes do que parecem,
afeitos a sua eleição...
Os do sistema, os colegas, 
um irmão? Cada qual escolhe 
pelo afeto o que lhe cabe 
à sua própria ilusão.
ralleirias - Crônicas das lutas de classe 


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

para sempre!

Só o nada, assim, é resistente.
Nada, dura para sempre!

O contrário existe,
só pelo certo...
O mundo é aqui
mas, nada
fica ali,
não tão perto...

O melhor ser que conhece,
deseja deixar de um eu ser.

O pior ser que conhece,
quer o eu, fortalecer.

Segue então a vida,
que só pode até morrer.

E eis que mesmo a morte é
apenas
até o completo esquecer.

(..)ralleirias



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O invisível crível.

Parece que pouco se nota
que toda sabedoria
também forma o ignorante...
Inocente positivo e operante...

Será que qualquer alegria
que for,
num tempo de dor
como utopia
fica muito mais importante?

Olha a carga inconsciente,
carregada na escolha
das palavras...
Não parecem como o ar
dentro duma bolha?

O invisível crível.

Vê só, como carregam junto, um mundo todo
fazendo isto, apenas no reflexo daqueles conteúdos...
Côncavo não, nem convexo... os complexos?

Então, quem cria
o que te entregam
pelas tuas decisões?
São delas ou ... são elas,
as tuas emoções?

Onde se escondem
as outorgadas liberdades
das tuas escolhas?

Num saber fácil e imediato
de apenas muitas luzes, sons e cores?
E numa tentativa perpétua de realização
dos aprendidos prazeres e dos quase amores..?

ralleirias - Crônicas das lutas de classe