sábado, 20 de agosto de 2016

...e, nem não ao Tao

Emana onde o agora?
Mas, bem certinho
e preciso... desde
qual hora?
...e, nem não
ao Tao,
não sim
também...
E, do então 
dum ente,
ele vem?
Num aqui
que é quando?
... O estranho,
é aquilo com o que
não nos conectamos?
E é qual tempo,
o que se afasta
enquanto ando?
O que é que passa?
Havendo ontem,
e, aonde foi?
Onde mudando fui?
E o aqui, de onde vem?
Chega, quando é hora?
Aqui é um 'só' ou 
é um 'também'?
Emana onde o agora?
ralleirias - dos solipsismos 





sexta-feira, 5 de agosto de 2016

é noite tarde

E é noite tarde
no breu o
fogo arde
crepitação
quebrando
o silêncio e
a escuridão

E é noite tarde
No ócio da
eternidade
dispensa-se
sanidade
na despensa.

E é noite tarde
no piso gelado
o corpo vivo
enrolado no
papelão
Embrulho
social
refutável
largado
no chão.

E é noite tarde
bêbado
confessa ao
poste
que está
perdido
mijado
e fodido.

E é noite tarde
ninguém mais
me ama, já
morto sobre
minha
cama
minha
última
palavra foi:
- 'Solidão.'

E é noite tarde
vivemos mais
um dia.
há menos...

E é noite tarde
vagalume
sem alarde
lume
ilumina

E é noite tarde
não ouço mais
tua respiração
sincopada.
Nem nada.

E é noite tarde
num campo
próximo, correm
raposas
apaixonadas
brincando
durante
a caçada.

E é noite tarde
ressentimentos
e paixões
convertem-se
em combustível
para um novo dia
no inferno
do impossível

E é noite tarde
sexo é só
o que resta.

E é noite tarde
e na estrada
nem sempre
é o caminho

E é noite tarde
bilhões de sonhos
confundem entidades
sonhando serem deuses
sonhando serem humanos,
que sonham serem deuses
sonhando que são
humanos.
E é noite tarde
ralleirias - das lutas de classe


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

polifônica

 ela
e eu...
sutra
surto
solta
volto
cultua
pontuo
destoa
concluo
entoa
entulho
ela, a maravilhosa
e eu, o bagulho...

(...) ralleirias


quarta-feira, 20 de julho de 2016

pródigo.

Contorcendo a realidade
misturando com imaginação.

Existem amores, que são
como fixar-se
estabelecendo novas
verdades.

Tem deste mesmo jeito
o medo, o perdão e o ódio
dai, constroem-se em ficção.

Pois do desejo, além de vontade,
é lealdade, assim como
é o que é a razão...

Um compromisso lógico
de forçada submissão.

O entregar-se pródigo
ao pressuposto...

Em quase total rendição.

ralleirias - das lutas de classe.
Crédito na imagem




sábado, 16 de julho de 2016

de soslaio

Traçado o real, ideal,
gabaritada uma
humanidade,
ponto?

Passando ao real
confronta com a verdade
que não quer assumir
pronta identidade.

Rapidamente
e de soslaio,
mostra para alguns
a sua cara
e ela,
se transfigura
como raio.

Turva olhada
na fachada...
Quem notará?
Certa? Errada?
E, padronizada?
...
Traçado o real, ideal,
gabaritada uma
humanidade,
ponto?
ralleirias(Do real)

quinta-feira, 14 de julho de 2016

compulsório

O transformar
compulsório das realidades,
que transfigura mundos,
com o moinho das causalidades,
muda seres e instâncias,
faz um 'talvez',
assombrosamente,
parecer às vezes,
maior mesmo do que
o 'nunca e o sempre'
de todas as identidades
e mundos possíveis...

Zero, um, zero, um - presença, ausência
modula a frequência
particularizando o real
por incidência.

Instâncias ânsias
códigos sonhados
lógicos causados
em auto relevância?

Todos são móveis, e
tudo é no agora, também
o próprio 'depois' nem
tem futuro...
e o que era,
é como um 'já foi',
tão subjetivo e escorrido,
que não é como um
passado.

Um não mais ser original vinga.

Nem mais haveres alguns, existirão de vida própria,
e onde ser, é um não estar em si, mas, estar nas coisas
e o estar, é como se fosse o perceber viciado inercialmente
nas formas, marcas, linguagens e regras cegas postas
pelo logos coletivo,
ditando, emulando,
concatenando assim, causas, e
produzindo 'seres instâncias exploratórias',
auto-replicantes, de programadas colheitas,
e suas consequências e por fim, irrelevâncias...
(...)
ralleirias (crônicas das mortes não morridas)


sábado, 2 de julho de 2016

Me derrote

Me derrote sabedoria!
Perco com alegria...

Perda é um pecado 'fato'?

Fato é onde encerra qual ato?

Antes, depois... ora pois
verdade de história
não é sempre,
perda ou glória?

Registro de
memória
do que
viveu
sempre
um pouco
como
todos,
quase assim
como nós,
e como eu?
(...) ralleirias (das lutas de classe)