quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Instrumento de afirmação do poder dominante

Mais sórdido ainda, do que a opressão sexual e cultural,
a religião é e sempre foi instrumento de afirmação do
poder dominante, por isso, não aceita ser questionada e mata,
devasta e destrói sempre que achar necessário,
não perdoa mulheres, crianças, velhos, inocentes...
Nada fica em seu caminho...
As mentes estúpidas e fanáticos de qualquer tipo,
são seu instrumento preferido,
são eles que fazem as fogueiras
e são eles que puxam os gatilhos.
ralleirias


meio sonâmbulos...

Um dia, ele  abandonou o corpo.
Não, ele não morreu,
apenas o deixou no piloto automático...
E este, circulou como um bom cidadão
durante muitos anos, dormindo em meio ao cotidiano...
Estranhamente numa espécie de sonho obediente,
às vezes quase acordado,
mas, sempre meio sonâmbulo...

Talvez, futuramente ele volte...
vai ser puxado,
quem sabe pela dor
de ter estado inconsciente...
ralleirias


De onde vêm

De onde vêm estes pensamentos
que se pretendem como idéias
justas e ordenadas, e no entanto,
mesmo numa rasa análise,
mostram-se mal acabadas...
Assediam, e sussurram
aos meus ouvidos
os defeitos do mundo
que por meus olhos
foram paridos...
ralleirias


Imagem: © A N T O N I O • M O R A

estou não agora...

Estou onde já estive antes e sempre.
Mas, toda via, nem sempre presente...
Estive preso, e distante...
Em cadeias de flores amores e desejos,
e em tudo, nem mesmo houve
um pequeno lampejo
de coincidência e verdade...

Estou onde estive, preso a vaidade,
preso a raiva, a loucura e o ódio...

Em desejo e fúria,
em mansidão por tédio
a que o egrégio, fadado
ao carma sem alma,
e ausente...

Estou mas,
nunca estive presente,
como estive neste agora...

Em mente consciente.

Estou em mente,
dentro e não fora,
porque, estou sempre,
não agora...

ralleirias -13/02/2008

todas as instâncias...

O que nos serve e o que não serve?
Testadas todas as instâncias,
cada uma, por um longo tempo...
O certo e o errado, o côncavo e o convexo
o imponderável e o nexo.
Todas parece, encerram-se inconclusivas, repetem-se
até desejarmos, que elas nos façam sentido...
E logo, estaremos assim, seguindo rumo à outros enganos...
Somos como o louco, percorrendo cada um dos arcanos.
Estes mundos, que jorram de nós,
com todos os aceites e outorgas
são como pipas que alçam voo... ou pandorgas
em ventos fortes, mas, seguros por uma linha ruim...
logo, terão em pleno céu, toda sua glória
que será então, daí, também o seu fim...
Somos como uma fonte de enganos,
entre todos os possíveis nãos... e sins...
ralleirias - arcano XII
 - crônicas das asceses místicas 




quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Silêncio puro.

É bem poético, mas sobretudo é verdadeiro
dizer que o silêncio permeia as melhores músicas e
também os mais impressionantes discursos.
A estrutura dos sons que nos são caros e são familiares na língua
e mais naturais em nossas tradições culturais,
só existe e é compreendida como tal, por conta dele...
Mas para mim, o silêncio é algo muitíssimo apreciado
em grandes doses,  assim, puro mesmo...
ralleirias


Cedo, tarde...

Conceitos limitados...
Cedo, tarde.
O que importa
mesmo, é a vontade,
quando bate à porta...
Tendo o espirito forte,
e a mente calma...
Faça, o que lhe diz
a sua alma...
ralleirias