sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

escapar...

Sim, sim, ainda vale a pena querer amar ...
mesmo quando contorcida a razão, 
embaralhada a verdade, nas vontades
a lucidez, tenta nos escapar...
E a incontrolável vontade
dá uma rasteira na sabedoria,
e ainda ela nos diz: - deixa disso! amar é alegria...
Mas depois de um tempo, vê-se enfim,
que tudo é alegoria...
e é só isso sim! E só até
recomeçar...
ralleirias -metateatro


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Amar é mais fácil...

A essência se transcendida, o é, apenas se consentida.
Nenhum ser consegue não desejar, e o amor implica em amar.

O amar é natural mas pode não ser fácil, necessita então
de um força avassaladora, tal como a paixão.

Já o odiar não implica, mas enseja matar...
O ódio, filho do medo e da ira, acontece forte e espontaneamente...
Mas rende-se também eventualmente, ao raciocínio diligente...
Então pois, prudência, que preserva a vida e a dignidade, por vezes,
não é necessariamente a justa opção, mas decorre, deste não querer
perder liberdades...
O ódio como filho do medo, assim, é um filho exemplar e obediente...
E por isto, pode querer ser prudente...
Acalmado e sem a ira, ele fica latente...
mas cuidado, não o tente... não o tente.

Amar é mais fácil, portanto, amemos plenamente...
em nossos sonhos e melhor, simplesmente
e principalmente... pessoalmente..!
ralleirias

Dorme, no peito de cada ente...

Há uma revolução que dorme,
no peito de cada ente,
é como uma semente guardada...
E espera pela hora apropriada.
Aguarda ser despertada...
Há nela um universo novo, 
latente...
Provavelmente eclodida, 
após ser regada...
E brotará, pela mente ...
mas apenas...
quando então,
esta, se fizer
consciente...
a mente...
é como a dona 
da criação.
Sendo semente,
a imaginação.
Sê mente
então...
ralleirias

Voo para longe.

Voo para longe.
O que poderia ser minha alma
é apenas um espectro que percebe,
sem atribuir nada à coisa alguma.
Não há volta, não há ida.
Sem chegada, nem partida...
Apenas e contudo... o 'então'.
Toco num mundo
impregnado de certezas!
Mas minha incerteza,
é turbilhão...
Cosmo ascensionista confesso,
me entrego d'alma na imensidão...

ralleirias-crônicas das asceses místicas


                            imagen: google

o condão da difusão

Agora a civilização, tem o condão da difusão imediata das idéias,
da propagação do conhecimento e comparação dos sensos e críticas.
Certamente em algum lugar, há uma nova engenharia social surgindo,
um novo paradigma  a ser entendido e uma nova criação,
com uma realidade melhorada a caminho...
Mas tudo, parte ainda da unidade e entidade humana, pois em cada cabeça,
há possibilidades de novos universos, e estes essencialmente,
são co-criados e por isso, compulsoriamente compartilhados.
Compartilhamos realidades múltiplas em classes sociais,
em culturas, que são de certa maneira todas endêmicas,
mas no entanto muito próximas e bastante parecidas...
E em nossos entendimentos destas proximidades,
principalmente decorrentes das nossas necessidades,
talvez resida a comunhão pela transformação do mundo.
Possivelmente comunguemos também, pelas antiguidades
das sabedorias que carregamos, estas que continuam sendo
validadas pela percepção aprofundada, mas que só se perpetuam
pela possibilidade das novidades que emulam...
Novidades que parecem metamorficamente cíclicas.
ralleirias


Quase sempre é assim...

Quase sempre é assim...
Então o referencial de caminho,
pode ser um obstáculo ao próprio 
caminho. E mesmo o referencial sozinho
é um caminho, e que não leva à um fim...
É no máximo o inverso, é um ponto de partida, 
então com a trajetória, por isto, às vezes, comprometida
que estabelece-se pré-definida, para um fim... que no fim, 
não é o caminho... Ficou confuso assim? 
Enfim, o caminho não é "ao" fim, mas é um caminho, 
e daí sim, o caminho é o caminho... e... é sem fim. 
Mas sim, contudo, há fim e fins... Ficou melhor assim? 
ralleirias -metateatro




domingo, 2 de fevereiro de 2014

A coragem de duvidar das próprias convicções...

A coragem de duvidar das próprias convicções,
à princípio.. carrega algumas vezes um 'quê' de loucura...
e finalmente, quando já migramos para uma outra realidade,
ali percebemos que o lugar onde estávamos,
essencialmente, era insanidade pura ...
Mas, isto só vai até o próximo questionamento...
e até aquela 'nova'...
e possível...
cura...
ralleirias