O "peso do coração" e uma metáfora para a moralidade e retidão da vida de uma pessoa, e Thoth garantia o registro preciso desse julgamento final.
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
destino da alma
O "peso do coração" e uma metáfora para a moralidade e retidão da vida de uma pessoa, e Thoth garantia o registro preciso desse julgamento final.
Vasos, em hebraico, "Keilim" (כלים)
Na Cabala, os Keilim são entendidos como os recipientes espirituais ou estruturas que têm a capacidade de receber a Luz Divina, ou Ohr. Criação do Mundo: A cosmologia cabalística luriânica descreve que, no processo de criação, a Luz Infinita de Deus (Ein Sof Ohr) emanou e preencheu Keilim (vasos) primordiais. Estes vasos foram projetados para conter a magnitude dessa luz.
A Quebra dos Vasos (Shevirat HaKeilim): Devido à intensidade esmagadora da Luz Divina, os vasos originais não conseguiram contê-la e se quebraram. Este evento, conhecido como a "quebra dos vasos", é um conceito central que explica a existência do mal, das imperfeições e da separação no mundo material.Tikun (Retificação): O propósito espiritual da humanidade, de acordo com a Cabala, é realizar o Tikun (retificação), que envolve coletar e elevar as "faíscas" de Luz Divina que caíram e se dispersaram quando os vasos se quebraram.
É um conceito avançado dentro da Cabalá Luriânica, que lida com os movimentos secretos das almas (gilgulim, iburim, e nitzotzot).
Pontos-chave sobre Iburim: Impregnação de Almas: Descreve um fenômeno espiritual onde uma segunda alma, ou uma faísca de alma, se "impregna" ou entra no corpo de uma pessoa viva e já existente, a fim de realizar uma missão específica ou ajudar a primeira alma a completar seu propósito espiritual.
linguagem
em fluência na semiótica,
em influência no lógico léxico
na metagenealogia da epistemologia
da cultura na meta informação pura
da gramática do vitorioso na
formação do consenso e do nexo do
assujeitamento na identidade da vontade
do pensamento, o ato, o fato e o momento
e o surgimento da estória, a contemporaneidade
e história então como verdade da vontade,
definitivamente dando-lhe exclusividade e extinguindo
todas às diversas outras possibilidades, e encerrando
com um logos, assim o todo o sentido num determinado tempo.
ralleirias- metateatro
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Aje Olokun
Aje Olokun
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Origem e filiação: Aje Olokun é usualmente considerada filha de Olokun, o orixá dos mares, das profundezas oceânicas e da riqueza primordial.
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Natureza do orixá Ajé: “Àjẹ́” (ou Ajé) no iorubá significa “riqueza, prosperidade, abundância”. Não é apenas “riqueza material”, mas a força vital que permite o sustento, o comércio, a fartura, o desenvolvimento social e individual. ÒMÍ ÒLÁ JOALHERIA SAGRADA ANCESTRAL+2Ifanilorun+2
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Identidade dupla / compostas: A “Ajé” que se relaciona com Olokun às vezes é chamada “Ajé-Olókùn”, “Ajé Salugá” ou “Ajé Shalunga / Salunga / Xalungá”. Dependendo da tradição, “Ajé” pode aparecer como uma força abstrata de prosperidade (que pode habitar pessoas, casas, comunidades) ou como orixá com personalidade própria. 1stculturetour+2Candomblé+2
Funções, Símbolos e Domínios
As principais atribuições de Aje Olokun são:
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Riqueza, prosperidade e fartura material: dinheiro, comércio, lucro, bem-estar econômico. Ajé é vista como a mãe da prosperidade, a que permite que o trabalho humano gere frutos. Candomblé+2Nairaland+2
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Relação com o mar e o oceano: sendo filha de Olokun, Ajé Olokun representa a riqueza que emerge das profundezas — conchas, búzios, pérolas, corais, frutos do mar, e todo o fluxo do mar como fonte de sustento. Johnson Okunade Afro-Cultural Hub+2Antropologija+2
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Proteção contra a pobreza / maus ganhos: Ajé também é considerada guardiã contra “maus ganhos” — dinheiro injusto, riqueza adquirida de forma desonesta, inveja, desequilíbrios. Em algumas tradições, cultuar Ajé ajuda a tornar o ganho justo, limpo, sustentável. Candomblé+2Ifanilorun+2
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Fomento ao comércio e ao mercado: em algumas fontes, Ajé Olokun é vista como patrona dos mercados, do comércio, dos mercadores, e da circulação de riqueza nas sociedades — uma “padroeira da prosperidade e do comércio”. Nairaland+2Johnson Okunade Afro-Cultural Hub+2
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Sustento espiritual e social, além do material: riqueza não apenas econômica, mas “riqueza de vida”: saúde, segurança, estabilidade, capacidade de sustentar a família, a comunidade, de manter o culto e as obrigações espirituais. Antropologija+1
Mitologia, Cosmogonia e Contexto Tradicional
Para entender Aje Olokun, é preciso considerar seu vínculo com Olokun, o grande orixá do mar:
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Olokun é orixá das águas profundas, dos oceanos, da abundância primordial, senhor dos mistérios do mar. Wikipedia+2Wikipedia+2
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A riqueza de Olokun, segundo tradições iorubás e edo-binis, vem da fabricação e comércio de contas (miçangas / búzios / conchas), muito valorizadas como indicadores de status, riqueza e poder. Esses bens — frutos da arte e do comércio — simbolizavam a prosperidade que o mar tornava possível. Antropologija+2Johnson Okunade Afro-Cultural Hub+2
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Em algumas versões da mitologia, Aje — como filha de Olokun — detém uma parte desse legado de riqueza e prosperidade, e age como mediadora entre o mar/oceano e o mundo dos humanos, facilitando o fluxo da abundância. Nairaland+21stculturetour+2
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Há também referências de que Aje-Olokun podia ser invocada em juramentos (swearing/oaths): quem jura sob Ajé-Olókùn, se mentir ou agir de má fé, pode enfrentar consequências graves — miséria, quebra, perda de prosperidade. Isso demonstra que seu poder não é apenas de gerar riqueza, mas de proteger a integridade moral e social da comunidade. Academia+1
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Estudos antropológicos indicam que esse uso ritual de Aje-Olokun para “justiça social / juramento” vem sendo cada vez menos frequente entre os iorubás, especialmente com a influência da ocidentalização e das religiões abraâmicas. Antropologija+1
Culto, Oferendas e Relação com Devotos
Como muitos orixás e divindades iorubás, Aje Olokun pode ser cultuada de formas diversas dependendo da tradição. Algumas práticas comuns:
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Ofertas simbólicas como búzios / conchas / água do mar / objetos associados ao comércio e à prosperidade são dadas para honrar Ajé. Antropologija+2Johnson Okunade Afro-Cultural Hub+2
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Saudação e invocações (oríkì ou rezas) para pedir prosperidade, fartura, sustento – muitas vezes recitadas pela manhã, para manifestar a energia de Ajé desde o início do dia. IFAE Para Todos+2Johnson Okunade Afro-Cultural Hub+2
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No contexto tradicional iorubá, a invocação de Ajé muitas vezes precede qualquer outro pedido — pois, para doar ou ofertar algo, precisa haver recursos; cultuar a prosperidade primeiro seria um modo de garantir continuidade. IFAE Para Todos+1
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Aje Olokun nem sempre é cultuada de forma coletiva (como muitos orixás grandes). Em algumas tradições, seu assentamento é individual, pessoal — cada devoto “tem sua Ajé”. Candomblé+1
Variantes, Nomes e Confusões
Várias tradições e comunidades (iorubás, edo-binis, diáspora afro-brasileira, santeria, umbanda etc.) adaptaram ou reinterpretaram Aje / Ajé-Olokun — o que gera diversidade:
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Ajé Salugá (ou Ajé Shalunga / Xalungá / Salunga / Saluga): em muitos relatos, é o mesmo que Aje Olokun, ou uma das manifestações dele(a). É descrita como “filha do mar”, associada ao brilho das ondas, às marés, à prosperidade que vem das águas. Ifanilorun+21stculturetour+2
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Em algumas versões, Ajé é parcialmente personificada; em outras, é mais uma força/energia espiritual (menos “personalidade” de orixá). Isso varia conforme linhagem, tradição local e transmissão oral. Wikipedia+2Antropologija+2
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Há diferenças entre as tradições africanas originais (Yorùbá, Edo, Bini) e as de países da diáspora (Brasil, Cuba, etc.) — o papel, nome, culto podem ser modificados. Antropologija+2Johnson Okunade Afro-Cultural Hub+2
Relevância Contemporânea e Simbólica
— Aje Olokun representa conceitos importantes:
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Prosperidade como energia espiritual, e não apenas como acúmulo material. A riqueza torna-se um vetor de equilíbrio, sustento, dignidade — não mera ganância.
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Interconexão entre natureza (mar, águas profundas) e economia / vida social: o mar não é apenas metáfora, mas fonte de riqueza, de vida, de sustento — o oceano como matriz primordial de recursos e abundância.
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Responsabilidade ética com o axé (força) da prosperidade: invocar Ajé significa assumir responsabilidade — prosperar com consciência, integridade, comunitarismo — e não apenas buscar riqueza para si.
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Simbologia profunda de sobrevivência, ancestralidade e justiça: o uso de Ajé como orixá de juramento e justiça social demonstra que riqueza e moralidade estão interligadas; que prosperidade implica compromisso social e espiritual.
Limitações, Controvérsias e Declínio
É importante também reconhecer que:
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O culto a Ajé-Olokun / Ajé Salugá é considerado “raro” ou “em declínio” em muitos contextos, especialmente fora da Nigéria. Muitas práticas foram perdidas ou substituídas por outros orixás mais “populares”. Antropologija+2Terreiro Mamãe Oxum+2
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Há divergências entre tradições (yorubá, edo, diáspora) sobre quem exatamente é Ajé, como ela deve ser cultuada, se é “um orixá autônomo” ou “uma força/manifestação de Olokun”. Isso gera confusão, adaptação e mistura de elementos.
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Em contextos afro-brasileiros, muitas vezes o culto a Ajé não foi preservado com fidelidade — ou foi modificado — e isso pode dificultar uma “retomada autêntica”.
— Aje Olokun como Símbolo e Potência
Aje Olokun representa um elo ancestral entre o ser humano, o mar, a prosperidade material e espiritual. Ela nos lembra que:
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A riqueza não é algo a ser tomado levianamente, mas uma energia a ser honrada, equilibrada e compartilhada;
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A prosperidade verdadeira — aquela que sustenta famílias, comunidades e gera dignidade — está profundamente vinculada à natureza, aos ancestrais, à justiça social;
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O uso dessa energia exige responsabilidade, respeito e ética — tanto pessoal quanto comunitária.
Aje / Olokun representa: prosperidade consciente, equilíbrio entre forças, integração entre espírito, natureza e sustento humano.
- crônicas sistêmicas
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
Crônicas historiográficas da institucionalização da loucura
Origem e desenvolvimento inicial
Primeira instituição:
O primeiro hospício do Brasil foi o Hospício de Pedro II, inaugurado em 1852 no Rio de Janeiro.
Influências e arquitetura:
Foi construído com dinheiro público, tinha um estilo neoclássico e uma arquitetura que combinava a ideia de um palácio com um panóptico (vigilância constante), seguindo modelos inspirados na psiquiatria francesa.
Objetivos:
A instituição buscava o isolamento, o controle social e a separação dos indivíduos considerados "loucos", com uma visão que misturava cuidado e aprisionamento.
Período dos manicômios (final do século XIX e início do século XX)
Modelo de asilo:
Os hospitais psiquiátricos funcionavam mais como asilos, com longos períodos de internação, pouca atenção a tratamentos efetivos e altas taxas de mortalidade por doenças.
Manicômios judiciários:
Surgiram também os manicômios judiciários, como o primeiro inaugurado no Rio de Janeiro em 1921, que misturavam a ideia de hospital com presídio para abrigar criminosos com transtornos mentais.
Condições precárias:
Relatos e estudos da época, como o do Hospital Colônia em Barbacena, revelaram condições de extrema negligência, violência e maus-tratos, que levaram a um grande número de mortes.
A Reforma Psiquiátrica Brasileira
Críticas e movimento:
A partir da década de 1970, com o fim da ditadura militar, surgiram movimentos de reforma impulsionados por críticas às condições dos asilos e pela necessidade de uma política de saúde mais inclusiva.
Inspiração:
A Reforma Psiquiátrica Brasileira foi inspirada no movimento da Psiquiatria Democrática Italiana, liderado por Franco Basaglia, que propunha a reinserção social e a desinstitucionalização dos pacientes.
Nova legislação:
O movimento consolidou-se com a Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei 10.216/2001), que visava desconstruir o modelo asilar e criar uma rede de atenção psicossocial.
Serviços substitutivos:
Em vez de hospitais psiquiátricos, a nova política priorizou a criação de serviços extra-hospitalares, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) e leitos em hospitais gerais.
Atualmente:
Embora a desinstitucionalização seja o objetivo principal, os hospitais psiquiátricos ainda não foram completamente extintos, mas a tendência é de redução de leitos e expansão da rede de atenção psicossocial.
1. Promulgação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1990
O que foi: A Lei nº 8.080/1990 instituiu o SUS, um sistema público de saúde que reconheceu a saúde como um direito de todos e dever do Estado, criando a base para uma nova política de saúde mental.
2. Declaração de Caracas em 1990
O que foi: Este documento é considerado um marco internacional, pois estabeleceu as reformas na atenção à saúde mental nas Américas e influenciou diretamente o movimento antimanicomial e a reforma brasileira.
3. Lei nº 10.216 (Lei Paulo Delgado) em 2001
O que foi:
Conhecida como Lei Paulo Delgado, ela dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo de assistência.
Principais pontos:
Prevê a desinstitucionalização, incentiva a criação de serviços de saúde mental comunitários (como os Centros de Atenção Psicossocial - CAPS), e garante direitos e proteção a essas pessoas.
sábado, 22 de novembro de 2025
Ponto riscado - O fechamento de corpo
Ponto de fechamento de corpo
Função: fechar campo, proteger, delimitar força mágica.
Fontes e referências:
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“Pontos Riscados de Umbanda” – Rubens Saraceni
→ explica o círculo como campo de força empregado por Exus e Guardiões. -
“Orixás, Caboclos e Guias” – Alexandre Cumino
→ descreve o círculo como “parede energética” usada em trabalhos de proteção. -
“O Segredo da Umbanda” – Norberto Peixoto
→ mostra exemplos de pontos com círculo representando “fechamento de corpo”. -
Zélio Fernandino de Moraes (linha da Tenda Mirim)
→ os círculos aparecem em pontos clássicos de Exu e Ogum.
Tradição:
O círculo é usado em:
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Umbanda
-
Cabula (forma antiga da Umbanda)
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Quimbanda Angola
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Jurema Sagrada
A ESTRELA DE CINCO PONTAS — Proteção e domínio dos 5 elementos
Função: anjo da guarda, força do espírito, equilíbrio dos elementos.
Fontes e referências:
-
“Manual de Magia Divina” – Rubens Saraceni
→ estrela como força espiritual sobre a matéria. -
“Umbanda Sagrada” – Rubens Saraceni
→ estrela = síntese do Eu Superior. -
“Tradição de Exu na Umbanda” – Norberto Peixoto
→ estrela usada em pontos riscado de Exu de proteção. -
“Aruanda” – Robson Pinheiro
→ descreve estrela como símbolo de guarda espiritual.
Tradição:
Presente na iconografia de:
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Exu Veludo
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Exu Guardião
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Exu Tiriri
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Exu Mirim
ONDAS (≈) — Corrente fluídica e vibração das águas
Função: movimento de axé, fluidez energética, limpeza astral.
Fontes e referências:
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“Mistérios da Umbanda” – W. W. da Matta e Silva
→ símbolos ondulados representam vibração etérica. -
“Jurema Sagrada: Encantaria Brasileira” – Giovanna Montovani
→ ondas = fluxo de energia, principalmente de “linha das águas”. -
“O Poder das Águas” – Reginaldo Prandi (antropólogo)
→ descreve uso de formas onduladas para simbolizar Yemanjá e Oxum.
Tradição:
Usado em pontos de:
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Pomba Gira do Mar
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Exu da Água
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Linha de Oxum e Yemanjá
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Jurema (encantados da água)
RODA DE OITO PONTAS — Caminho, equilíbrio e encruzilhada
Função: domínio das direções, abertura e fechamento de caminhos.
Fontes e referências:
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“Sabedoria de Exu” – Tata Tancredo da Silva
→ roda com 8 pontas como símbolo de encruzilhada múltipla. -
“O Livro de Exu” – Adriano Camargo (exu do ouro)
→ descreve rodas e radiantes como “mecanismos de ajuste energético”. -
“Umbanda Esotérica” – Matta e Silva
→ estrela/roda policêntrica como regulador dos planos horizontal/vertical.
Tradição:
Usada em pontos de:
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Exu Tiriri
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Exu Tranca-Rua
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Exu Sete Encruzilhadas
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Exu Sete Facadas
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Exu dos 7 caminhos
TRIDENTE SUPERIOR — Proteção da coroa e defesa contra ataque astral
Função: guarda da cabeça, vigília espiritual, controle das vibrações superiores.
Fontes e referências:
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“Tranca-Ruas: Guardião da Lei” – Norberto Peixoto
→ tridente como instrumento de ordem e disciplina espiritual. -
“Quimbanda – A Chave da Magia Negra” – N. M. Testa
→ tridente representa autoridade de Exu. -
Pierre Verger – “Orixás”
→ tridentes aparecem na iconografia de Exu nas nações iorubá-nagô.
Tradição:
Típico em pontos de:
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Exu Tranca-Rua
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Exu Marabô
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Exu do Cruzeiro
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Exu Rei das Sete Encruzilhadas
TRIDENTE INFERIOR — Drenagem e escoamento de energias negativas
Função: puxar cargas, entregar na terra, descarregar miasmas.
Fontes e referências:
-
“A Quimbanda da Calunga” – Tata Kambondo Nzazi
→ símbolos de flechas para baixo = drenagem e entrega à terra. -
“Guardião da Meia-Noite” – Norberto Peixoto
→ tridente inferior representa domínio das zonas densas. -
“Exu: Orixá do Movimento” – J. S. Ribeiro
→ simbolismo ascendente/descendente nos instrumentos de Exu.
Tradição:
Comum em pontos de:
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Exu Caveira
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Exu Calunga
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Exu Marabô (modo de descarrego)
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Exu de Pedra Preta
Fontes e tradições
Este ponto reúne símbolos consagrados em:
✔ Umbanda (Saraceni, Cumino, Matta e Silva, Peixoto)
✔ Quimbanda Angola (Tata Tancredo, Testa, Kambondo)
✔ Jurema / Encantaria (Montovani, estudos antropológicos)
✔ Tradições Nagô / Ketu (Verger)
desbravar
Teu passo é ligeiro,
por isso, toca o berrante
primeiro, mostrando o bom
caminho, para seguros, todo
mundo chegar... mesmo que tenha
picada, serra, costão ou baixada,
e todo e qualquer tipo de estrada
a qual se precise desbravar!
Pois a passagem se faz com
coragem e com vontade desse
tropear! Salve os caboclos
boiadeiros! Salve os Orixás!
Axé! Saravá!
- Crônicas das asceses místicas
sexta-feira, 21 de novembro de 2025
Ogã toca
chega o poder caboclo
e te desentoca, e te
apresenta ao Orixá...
Quando Ogã te chama
é porque a vida e teus
orixás te reclamam,
para que tu venhas
com o todo, participar...
E que tu seja o teu axé
e que tu queira o teu
Sarava! O Ogã manda
o que o soberano
saber comanda
para a tua vida
verdadeira te
entregar!
Que é o teu
Axé, Saravá!
- crônicas das asceses místicas
nas palhas de Oyá
Te imbui na coragem para nas tuas lidas
no amor e na fé, querer tudo enfrentar...
poder
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
bem fadada idealização
Tal é a forma como os desejos de performar as identidades dos lugares de
- Crônicas das lutas de classe
quarta-feira, 12 de novembro de 2025
vaidades
- crônicas das ascese místicas
domingo, 9 de novembro de 2025
Surpreende
e não se firmará...
pois assim, já lá está
posto que finalizou... E o desejo de passado toma o tempo do presente aonde o futuro será fundado mas, replicado, até que seja desmanchado seja como for E veja você, que também o medo de não viver é que se chama dor... - metateatro
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
é preciso compreender...
da nossa natural humanidade, e o
desamor, é em si, pura dor e
instável fragilidade. E se há dor, há dor,
e a dor é mais que uma objetividade...
O Ser para compreender-se ser, tem
que se pertencer, e aonde ele se auto
perceber e assim, se reconhecer,
sentindo-se ser em condição de se poder...
estar, autorizar e desejar ser...e nisso se
comprometer, amar ao mundo aonde
ele mesmo se faz poder acontecer
no que ele quiser se fazer em ser.
E então, é preciso compreender...
- oroboro
está em voga
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
uma gira
um rezo para o eu,
catarse do que o mundo
não lhe concedeu,
mas que o furor da vida
escolheu como o
seu natural lugar de se criar...
y girar y girar, em redemoinho
y la ninã y el niño
de roda à brincar...
nosotros bailando,
y nossos tempos
se criando neste
desejar ...
Yira, yira.
- metateatro
é ruim
uso em seu devido fim...
É assim que ampara a
possibilidade de um
compreender de verdade
como se faz para melhor ser,
e deste correto proceder
e para isso, é que aprende-se
assim... É com todos os inícios
também com todos os vícios
até suas curas nos meios e nos fins...
- Metateatro
Estudo das correlações entre os planetas e os Orixás
O estudo das correlações entre os planetas e os Orixás é uma área da astrologia esotérica e da Umbanda/Candomblé, que busca associar as energias e simbolismos dos corpos celestes às divindades africanas. Não existe algo como uma 'tabela' única e universalmente aceita, pois as associações podem variar entre diferentes tradições e linhas de estudo, mas algumas correspondências são comuns.
As associações geralmente envolvem os sete Orixás mais cultuados e os sete astros (incluindo Sol e Lua) visíveis a olho nu e conhecidos na antiguidade, aonde não há imperativos mas sim observação sobre os fluxos e conjuntos de energias, assim como na cabala e demais artes da compreensão :
Planeta / Astro Orixá Associado Simbolismo / Atuação
Sol Oxalá Criador, paz, vida, luz e regente do universo.
Lua Iemanjá / Oxum Energia feminina, intuição, ciclos da natureza, emoções, maternidade e fertilidade.
Mercúrio Xangô / Ibejis Intelecto, comunicação, conhecimento, justiça e discernimento (Xangô), ou a dualidade e a alegria (Ibejis).
Vênus Oxum / Oxumarê Amor, beleza, sensualidade, prosperidade e união.
Marte Ogum Energia de combate, força, superação de obstáculos, trabalho e caminhos.
Júpiter Oxóssi / Xangô Conhecimento, fartura, expansão, sabedoria e realeza.
Saturno Obaluaê/Omulu / Nanã Tempo, karma, cura, saúde (Omulu), ancestralidade, sabedoria dos mais velhos e a morte (Nanã).
É importante notar que:
Fundamento Ancestral: A astrologia ocidental e o culto aos Orixás são sistemas de crenças distintos. As correlações são uma sobreposição feita em contextos de sincretismo e estudos esotéricos modernos, e não um fundamento direto das tradições africanas originais.
Variações: Diferentes astrólogos e sacerdotes podem ter interpretações ligeiramente diferentes ou usar outros Orixás (como Iansã, associada a Oyá-Tempo, que rege a Lei, ou a elementos como o vento e as tempestades) em suas correlações.
Individualidade: Em sistemas como a Astrologia Védica, o Orixá de uma pessoa estaria ligado ao seu Ori (cabeça, destino, intuição), que é determinado por um cálculo mais complexo do mapa astral individual, não apenas pelo signo solar.
Correlações
Sol: Oxalá (princípio criador, paz, sabedoria) ou, por vezes, a Xangô (justiça, poder), devido à centralidade e autoridade de ambos.
Lua: Geralmente ligada a Iemanjá (maternidade, mar, acolhimento) ou Oxum (amor, rios, fertilidade), devido às suas conexões com as águas e ciclos naturais.
Mercúrio: Associado a Exu (comunicação, caminhos, movimento), que é o mensageiro e intermediário entre os mundos, ou a Xangô (conhecimento, discernimento).
Vênus: Ligado a Oxum (amor, beleza, riqueza) e, em algumas interpretações, a Iansã/Oyá (paixão, ventos, transformação).
Marte: Associado a Ogum (guerra, trabalho, abertura de caminhos), o orixá dos combates e da metalurgia.
Júpiter: Frequentemente correlacionado a Xangô (justiça, realeza, sabedoria), que partilha atributos com o Júpiter mitológico.
Saturno: Associado a Obaluaiê/Omulu (cura, vida e morte, transformação) ou a Nanã Buruquê (ancestralidade, sabedoria dos mais velhos), que regem o tempo, a maturidade e os limites.
- crônicas das asceses místicas
terça-feira, 4 de novembro de 2025
regenerar
se construir em desconstruir
Avançar, esperar e recomeçar...
O vencer às vezes é num desistir,
em que o destruir é pra se regenerar,
e corajosamente querer se perder, pra
poder se vencer, pra poder se resgatar
E se reerguer e reintegrar, e se entregar!
Salubá! E eu vou rezar! Pois eu sou seu filho,
Nanã! E humildemente da lama eu sei renascer
pois tem quem queira me conceder o imenso poder
de eu amar o que eu quiser e ali eu também me amparar
e ajudar meu próprio mundo surgir, e é vosmecê! ó minha
mãe Nanã! é quem está a me amparar! Salubá! Nanã Baruquê!
Salubá Nanã! Vida retorna Vida ! Salubá Nanã Baruquê! Salubá!
- crônicas das asceses místicas





