Me parece que talvez haja uma confusão sobre aceitação e rejeição desta 'comemoração', pois não trata-se apenas de um objeto simples... trata-se de uma bandeira de determinada posição sócio ideológica e das classes incluídas na conquista e o custo social desta, sobrando sobre as desgraças da maioria que não colhe fruto algum, além de sua sujeição, e calada. O que está em discussão talvez por haver dores expostas, de parcelas que não conformam-se e ou enxergam-se ainda complexamente rendidas nestas sujeições à um modelo de mundo vencido, e seus contextos, obrigações, em afirmações e negações, e que só funciona aos interesses de determinadas estruturas e nelas beneficiem apenas parte dos seus ocupantes, os privilegiados... daí, rejeitar, aderir, ainda é da luta estrutural do real, não existirá neutralidade, pois a construção das desejadas verdades, requererá estas definições ainda que temporárias, para os grupos e consciências dali, assim, posta estará a trilha formadora de destinos assujeitados, e ali a inadequação e a rejeição são direitos e possibilidades até formarem-se então naturalidades, ainda que destrutivas, transformadoras... Talvez.
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