domingo, 26 de janeiro de 2025

A Base Axial da Metapsicologia: Narcisismo, Inconsciente e as Pulsões na Terapia Sistêmica, Gestalt e Esquizoanálise

Artigo:

A metapsicologia, como arcabouço teórico da psicanálise, oferece as bases estruturais que sustentam a lógica de funcionamento do inconsciente e consciente. Quando trazida para o campo da Terapia Sistêmica, da Gestalt Terapia e da Esquizoanálise, essa estrutura é expandida e recontextualizada, buscando integrar as forças primárias que regem o comportamento humano e seus impulsos inconscientes à realidade social e relacional. Neste artigo, convido o leitor a explorar os principais conceitos metapsicológicos, como o narcisismo, as pulsões, o recalcamento, a sublimação, e a repetição, à luz de uma abordagem integrativa que se apoia nos arquétipos mitológicos e na visão contemporânea da neuropsicologia.

Narcisismo: O Espelho do Ser

O narcisismo, em sua essência, é a força motriz que define o desenvolvimento do ego. Freud, ao descrever o narcisismo primário, refere-se ao estado em que o indivíduo se vê como o centro do mundo, sem distinção entre o "eu" e o "outro". Na Terapia Sistêmica, ampliamos essa visão para entender o narcisismo como um processo de autoreflexão sistêmica, onde a relação com o outro, o grupo ou o sistema, é uma extensão de si mesmo. O mito de Narciso, que se apaixona por sua própria imagem, revela essa dinâmica de fechamento em si e a dificuldade de lidar com a alteridade.

O narcisismo, quando patológico, pode levar à alienação e ao distanciamento do ambiente, mas quando integrado de forma saudável, torna-se uma ferramenta para o reconhecimento da própria identidade e o estabelecimento de limites saudáveis dentro do sistema relacional.

O Inconsciente e Suas Camadas

O inconsciente, esse vasto território que abriga conteúdos recalcados, desejos inconfessos e impulsos reprimidos, é o grande substrato que guia o comportamento humano. Na esquizoanálise, proposta por Deleuze e Guattari, a noção de inconsciente é menos linear e vai além do modelo freudiano de recalcamento. Aqui, o inconsciente é visto como um campo de produção desejante, onde as forças e fluxos que constituem o sujeito operam em constante transformação. O inconsciente é, portanto, uma estrutura ativa, que busca se expressar e se reorganizar frente às experiências e à subjetividade em constante mudança.

As Pulsões: Entre o Prazer e a Sobrevivência

Freud, ao formular as pulsões (Triebe), dividiu-as entre pulsões de vida (Eros) e pulsões de morte (Thanatos), revelando os conflitos inerentes entre os desejos de prazer e de destruição. Recentemente, a neuropsicologia tem avançado na compreensão das pulsões básicas que regem o comportamento humano, identificando sete pulsos principais: busca, fuga, luta, gozo, ser amado, amar e dominar. Esses impulsos fundamentais interagem de maneira complexa, revelando os conflitos psíquicos que permeiam nossas ações e escolhas.

Na Terapia Sistêmica e na Gestalt Terapia, essas pulsões são integradas como elementos que guiam as relações interpessoais e a autoimagem. O terapeuta, ao observar esses impulsos no paciente, pode conduzir o indivíduo a um processo de autoconsciência, onde ele reconhece como essas pulsões influenciam sua interação com o ambiente e com o outro. A busca pela realização do prazer (gozo) e a necessidade de ser amado se manifestam na repetição de padrões disfuncionais e na transferência.

Recalques e Sublimação: A Dialética do Desejo

O recalcamento surge como um mecanismo de defesa, onde desejos e impulsos são empurrados para o inconsciente por não serem compatíveis com as exigências morais ou sociais. No entanto, esses conteúdos recalcados retornam sob outras formas, muitas vezes por meio da sublimação, onde o impulso original é canalizado para atividades socialmente aceitas, como a arte, a ciência ou a espiritualidade.

A esquizoanálise questiona a rigidez dessa estrutura e sugere que o desejo, ao ser recalcado, transforma-se, mas também resiste e encontra novas vias de expressão. É aqui que o conceito de repetição entra em cena: o retorno do recalcado, que se manifesta nas neuroses, nas compulsões e nas escolhas de vida, sempre traz consigo o eco do desejo reprimido.

Objeto e Transferência: A Relação com o Outro

Na metapsicologia, o objeto é aquilo para o qual a pulsão se dirige. O objeto do desejo, entretanto, nunca é plenamente alcançado, o que leva à perpetuação da busca. Na Gestalt Terapia, o foco é a percepção do momento presente e a consciência de como o objeto é construído em função das necessidades do indivíduo no aqui e agora.

A transferência emerge quando o paciente projeta no terapeuta sentimentos e desejos inconscientes que estão, na verdade, ligados a figuras de sua história pessoal. Na Terapia Sistêmica, a transferência é vista como um reflexo das dinâmicas familiares e sociais que influenciam o indivíduo. O terapeuta, ao se deparar com essas transferências, utiliza-as como uma ferramenta para desvendar os padrões de relacionamento que sustentam o sofrimento do paciente.

Mitos Contemporâneos: Arquétipos e o Inconsciente Coletivo

Mitos como os de Narciso, Édipo, Antígona, Sísifo e a Jornada do Herói continuam a ser referências poderosas na psicologia contemporânea, especialmente na compreensão dos processos inconscientes. O mito de Édipo reflete os conflitos familiares e as pulsões sexuais reprimidas, enquanto o mito de Sísifo ilustra a repetição compulsiva e o esforço constante diante de um objetivo inalcançável.

Já a Jornada do Herói, amplamente difundida por Joseph Campbell, traz à tona a trajetória de individuação, onde o sujeito enfrenta seus medos, atravessa provações e retorna transformado. Na Gestalt Terapia, a jornada do herói é vista como um processo de autodescoberta e integração das partes fragmentadas do self, enquanto na Esquizoanálise, o herói é aquele que rompe com as estruturas opressivas e cria novas formas de subjetivação.

 O Desafio de Integrar o Consciente e o Inconsciente

A complexidade da psique humana, revelada pelos conceitos metapsicológicos e pelos mitos arquetípicos, aponta para um caminho contínuo de autoconhecimento e transformação. Na Terapia Sistêmica, na Gestalt Terapia e na Esquizoanálise, o objetivo é levar o indivíduo a uma maior compreensão de suas forças inconscientes e dos padrões repetitivos que moldam sua vida, permitindo-lhe transformar sua relação consigo mesmo, com o outro e com o mundo ao seu redor.

O terapeuta, nesse contexto, atua como guia nessa jornada, ajudando o paciente a reconhecer e integrar suas pulsões, recalques e projeções, e a encontrar novas maneiras de estar no mundo de forma mais plena e consciente.

 - Crônicas sistêmicas 

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sábado, 25 de janeiro de 2025

Atos mágicos

Atos mágicos.
Desprendido das cadeias de instintos do mundo,
as movimentações que o mago analisa são as
movimentações dos astros, aonde representa-se
esta alusão, dali, se passa a olhar para cima e mira
suas ideias, na sua estrela que então, lhe 'sorri' e
você sorri para ela, e nesse momento você começa
a tornar-se senhor dos elementais, então o seu
mundo, sua terra e você já compreende e ordena
os elementais com maestria, porque você recebe
a ajuda integrada de tudo e dos sete poderes
clássicos, desta maneira, teremos diferentes obras
mágicas, assim, em 'Dogma & Ritual da Alta Magia'
Eliphas Levi nos fala:

- Obras de luz e riqueza estão sobre os auspícios do sol;

- Obras de adivinhação e mistério sob as invocações da lua;

- Obras de habilidade e ciência e eloquência sob a proteção de mercúrio;

- Obras de Cólera e Castigo consagradas a Marte;

- Obras de amor favorecidas por Vênus;

- Obras de ambição e política sobre os auspícios de Júpiter;

- Obras de maldição e morte sobre o patrimônio de Saturno...


- crônicas das asceses místicas


A Vitória perante o mal

A Vitória perante o mal.
Em 'Dogma & Ritual da Alta Magia' Eliphas Levi postula:

- Precisamos formular a inteligência por signos e resumi-la
por caracteres e pentáculos.
- Precisamos determinar a vontade por palavras;
- Precisamos realizar as palavras por atos;
- Precisamos traduzir a ideia mágica em Luz para os olhos;
em harmonia para os ouvidos, em perfumes para o olfato,
em sabores para a boca e em formas para o tato;
-Precisamos numa palavra, que o operador realize na sua vida
inteira o que quer realizar fora de si no mundo.
- Precisamos que se torne um ímã para atrair a coisa desejada
e quando tiver suficientemente imantado saiba de que a
coisa o desejo, a ideia, o mundo ... virá.

Até que aconteça, o mago deve se isolar, enquanto
resolve-se a natureza, e solve ou coagula, espalha ou aglutina...

- Mesmo o ato mágico é, e requer ação e força de vontade e de
realização por determinação da lucidez e da original capacidade
de existir no mundo que todo ente tem... e assim de estabelecer
sua narrativa própria de transcendência do lugar pronto que lhe
esperava, e esta é a luta contra o mal e os maus ...
A grande magia da vida, é a luta por nós mesmos nossos
amores e nossos mundos.

- crônicas das asceses místicas



merecemos o Oscar.

 Nós merecemos o Oscar.... pois, se não, nunca haverá glória possível em ser perseguido e destruído por ignorantes e arrogantes que se pensam donos da verdade, por assassinos morais, e ter a vida devassada e exposta a humilhações diversas, estúpidas e violentas até a própria morte virar um produto... no contexto de premiação do Oscar, o país que dá o prêmio, o prêmio em si, todo o contexto de humilhação e destruição de vidas e de interferência criminosa nas estruturas políticas de diversos outros países aonde ocorre o mesmo, saem de um único poço de sangue que este país genocida e seu modelo de mundo criaram e está vigendo... e nas fronteiras entre propaganda, informação, desconhecimento, fato, ato, vontade e perspectiva, avançam sobre a verdade objetiva e a transformam em narrativa, aonde revaloram conceitos, elevam alguns símbolos, ressignificam atos, enaltecem fatos, incensam, elogiam gestos, reconfiguram ações, pagam, disseminam e apregoam e premiam regiamente os que os seguem replicando, dando voz e vez, com suas ficcionais glórias e louros em revisionismos heroicos, triunfantes e  reformatados ... aonde nossa derrota é boa, aonde nossa moral é menos importante, secundária, aonde nossa potência é irrelevante, aonde somos subservientes e obedientes às imposições de modelos que pretendem referendar como o possível, para seres como nós nos nossos mundos subservientes à centralidade do algoz ... e ou do contrário...  nos destroem, desmoralizam e desprezam, riem, e ridicularizam todos os que os contrapõe, e oportunamente os anulam e até se possível, matam.  O algoz, o colonizador  tem certeza de que todos nós somos seus produtores enquanto somos também produtos, nosso lugar de honra, curiosamente é no topo desta montanha de lixo que sistemicamente, civilizacionalmente agora representamos e servilmente é um lugar que no capital tardio, nos ensinaram que 'amamos' e tão bem e também ali, os representamos, nas mortes das quais necessitamos e incluídas as nossas mortes morais e intelectuais e culturais às quais eles e nós neste lugar infeliz e subservientemente, moralmente  nesta condição, também 'necessitamos'... 'Nós' merecemos o Oscar...

- crônicas das lutas de classe

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

possibilidades

Tu o meu poema portal
na vitória da minha verdade  
prodigiosa obra fenomenal
do dispositor natural da realidade
o amor que é o teu verdadeiro nome
no espaço em que é em conformidade 
saciadas todas as ilusões, e sede, e fome
restarão as considerações do ser e aonde
deseja-se num existir em produtos ou possibilidades...
- metateatro

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Nada

- E então, nada acontece.
- Nada não existe.
Nada existe.
- Se é que o que foi 'lá',
daqui ainda é, pois
assim então sempre
é num 'será'... como
um futuro que se dá
numa ré, já aconteceu
em que nem mais
acontecerá, mas,
ainda é num 'até'...
É, e não é.
- Nada é.
ralleirias -Metateatro

domingo, 19 de janeiro de 2025

Poetizar

Poetizar, na vida... pode ser dramático, 
tornando-se lugar de ruptura e inovadora
geração e assim também de destruição e 
de entrega e resistência contra a imposição 
da própria rendição e enganos, contrapondo 
a incompetência de formação das crenças e 
todos os seus decanos, até a confirmação do 
que o contraditório à nós todos, possibilita, 
em outros planos da dimensão de cada acerto 
ou engano, aonde a vida já não pode ser prescrita, 
por nenhuma imposição e jamais por cega 
submissão aflita em que um expandir de si, ali, 
se impossibilita, e seja qual for qualquer suposição 
de instância e de superior posição além de ti mesmo 
e da tua própria vida e merecida expansão e 
preservação do melhor que se pode sonhar em 
ti e dali, do tudo que para ti e teu mundo se possibilita...
- Metateatro


estágio de mundo vigente

OROBORO
Lugar algum no atual estágio de mundo vigente do capital tardio
é ocupado por alguém que não vá morrer um dia por prestar-se à
servir sua vida, hipoteticamente de forma justa e na maioria das
vezes sacrificada para preservar o vetor social do 'dever' dele e de
todos, de submeterem-se miseravelmente à isto... retroalimenta-se.
Cíclico assim é que nestas hierarquias sociais tradicionais, todos
os lugares funcionais possíveis, são os seus próprios modelos e
marcadores de conceitos, e também seu combustível, suprindo a
máquina de devorar eles próprios e se possível, os outros todos...
O motor civilizatório busca estabilizar-se na lei da inércia, a social
Lugar algum no estágio de mundo vigente do capital tardio é ocupado
por alguém que não vá morrer um dia por prestar-se a servir sua vida
hipoteticamente justamente e na maioria das vezes de forma sacrificada
à preservar o 'dever' dele e de todos, de submeterem-se miseravelmente à isto...
Cíclico assim é que nestas hierarquias sociais tradicionais, todos os lugares
funcionais possíveis, são os seus próprios modelos e marcadores de conceitos,
e também seu combustível, suprindo a máquina de devorar eles próprios
e os outros todos... O motor civilizatório busca estabilizar-se na lei da inércia,
principalmente a social...
OROBORO
- crônicas das lutas de classe



sábado, 18 de janeiro de 2025

lugar de poder

E sobre o lugar de poder... 
que talvez seja como o desejo de ser, 
que realiza-se em formação de identidades 
e em ideias, assim, ainda na incompletude 
de seus imaginários lugares em sedimentação, 
em presumidos destinos e nas suas narrativas 
circunstanciais idealizadas para um mundo 
sempre em conquista... portanto, em 
transformação... e assim, o poder será 
algo objetivamente tão móvel e talvez
tão inconquistável, como um caminhar
pretendendo vencer ao horizonte..
.- crônicas das lutas de classe

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Os covardes

Os covardes nunca se posicionam em suas verdades.
E isso nem sempre, trata-se sobre o medo...
pode ser sobre às suas vontades, e é daí que partem os
seus obscuros e intencionados segredos...
talvez por que atrás há sim, clareza sobre
as suas mesquinhas identidades e suas maldades
em seus maliciosos e ocultos enredos...
E assim são covardes, porque banqueteiam-se
nas traiçoeiras vaidades e suas inverdades
e ali, alimentam-se de todos os medos...
- metateatro

engajamentos

Tenho pensado o quanto colaboramos, nós da esquerda, 
com os engajamentos insuflados pelas pautas da direita 
e sua hábil máquina de propor e propagar mentiras e 
venenos nos contextos informacionais e portanto 
educacionais citadinos... 
Quanto à pautas, somos arrastados ingenuamente 
para estas arenas nas quais não sabemos nos posicionar,
o ódio não é nosso expediente natural, pois é a grande 
pauta e narrativa deles, e sempre os fortalecerá e 
esvaziará a nossa capacidade de impor-nos com as 
nossas lutas necessárias e autênticas de nossas vidas...
E é bom que todos os cidadãos saibam que devem dar 
combate a ignorância própria e a dos outros. 
Nossas vidas estão em risco.
Que todos tenhamos a coragem de demonstrar 
vontade de lutar pela ampliação da consciência 
própria, social e cidadã, acima de interesses 
particulares e covardes posicionamentos classistas, 
acomodados sobre os outros... e por vezes induzidos,
 mas ainda criminosamente mesquinhos
 - crônicas das lutas de classe.

A revolução possível

A revolução possível está em lugar incerto e não sabido... 
Se observada daqui do ponto de vista de quem quer 
permanecer como está, pois está acomodado no infeliz 
lugar de si próprio e suas pessoais impossibilidades... 
o que é basicamente todo o extrato social ... todos nós... 
e esta é a base que temos para sair daqui.
Será que acontecerá algo objetivamente que não tenha 
sido estruturado pelos pensamentos sistêmicos e suas 
cadeias de pertencimento, lugar hierárquico e então 
de trocas, em muitas medidas, muy injustas? 
'Desta vez' uma evolução terá de preceder a revolução 
no lugar possível, que é em nossos sonhos 
sobre quem somos e aonde desejamos estar 
e suas possibilidades à partir de nós e não do lugar... 
Devemos nos lembrar que nós, sempre, 
de uma forma ou de outra, estamos nos inventando, 
e pois é por isto que a revolução possível, está em
lugar incerto e não sabido... 
- Crônicas das lutas de classe


desautorizados

No planeta dos sonhos desautorizados, as nações migravam incessantemente nos seus diferentes relevos... a paz ainda assim de forma geral, reinava... Os demônios chegaram, mas não se sabe de onde vieram, surgiram minúsculos e cresciam rapidamente sugando toda a vida de cada nação, e de cada ente, que lutavam adoecidos nos seus propósitos, reativos nas suas decisões, uma batalha inglória contra ataques traiçoeiros e cruéis... infestando e parasitado tudo, a luta infinitamente travada, tomou todos os campos imagináveis, pisava-se sobre os corpos e os escombros da harmonia de outrora, totalmente destruída pela insanidade e o cada vez maior ódio pelas impotências assujeitadoras de todos os destinos... Os produtores autônomos de vontades naturais desapareceram e deixaram um vácuo civilizatório que foi ocupado não pela ignorância, mas pela estupidez e a infantilidade do caráter carente, birrento e mal formado de seres incompletos e renitentes nas suas impossíveis conclusões sobre si e portando de seu lugar e possibilidades. As diferentes nações, assim converteram-se em um caos... tal qual os seus ocupantes, no planeta dos pesadelos auto impostos e obrigatórios.
 ralleirias -cartoon escrito

degredo

O mundo está pouco se fudendo, para o que
você está sentindo, e menos ainda interessado,
sobre o que você está dizendo, e no que você
está autorizado, ou se importando e muito
menos para o que lhe possa estar acontecendo...
No cabresto da dor que é o medo, o cortar
na própria carne o tumor dos antigos segredos,
abalará a sua velha carcaça de podres identidades
atoladas nas barbaridades aceitadas em horríveis 
enredos e então não doerá abandonar esta antiga 
entidade desgraçada exaustivamente sangrada, 
já no quase total nada do degredo...
- crônicas das lutas de classe

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Os peixes sabem

Os peixes sabem...
que às vezes o mar 
é calmaria demasiada, 
aonde se nada, nada até nada... 
às vezes o mar é coisa muy agitada 
com ventania e chuvarada, 
com altas ondas formadas... 
mas, só na superfície espumada... 
e há estabilidade em 
instâncias mergulhadas, 
está lá o real poder, 
pelas próprias 
profundezas 
estabilizadas...
- Metateatro


realinham

Também eu, na busca 
tenho recebido pistas 
sobre a 'compreensão', 
que ela tem o axé da evolução... 
e ali, sempre se espraia, num caminhar 
em direção aos horizontes que se realinham ... 
mas me parece que já percebo, 
na paisagem toda, 
que poder é Deus, 
e o resto é tudo e todos 
que para ele caminham.
Kaô kabecilê!

permita

Poder nem sempre é essencialmente guiar-se 
ao querer independente, pois também é obrigação 
de sujeição para a própria auto manutenção. 
A permissão em autorizar-se é também integrante 
essencial dos campos da sujeição voluntária ao 
papel de construção da própria identidade sistêmica. 
Neste campo, opera silenciosamente o lugar da 
humildade e não da soberba. Poder é o obrigar-se 
ao 'consentir' ao consenso desejado, como um lugar 
da razão marcadora, e que deve naturalmente ser 
pacificado para o sistema buscar segundo as primais 
forças naturais, então 'inercialmente', conservar-se 
e continuar seguindo como tem funcionado até aonde 
a entropia divina, 'permita'...
ralleirias- crônicas das lutas de classe

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

nossos contextos e suas possibilidades dialéticas

E há situações, aonde se não às vivenciarmos, 
não teremos como trocar as nossas próprias 
impressões e marcadores de percepção sobre 
nossos contextos e suas possibilidades dialéticas...
Mas, a evolução opera sempre. 

Na questão dos afetos assim passará, quando 
entendermos como forças naturais, como a libido 
o pulso de vida, se espraia em todos os setores das
nossas existências, nas trocas de afetos, todas, ali há 
esta força como motor natural espraiada em diferentes 
contextos de relação, que suprem espaços, e esta energia 
natural que move os interesses de sobrevivência, assim 
portanto necessários e saudáveis...

Quanto a escatologia da dor, e da razão consciente, ainda 
que apenas em parte, o espaço da catarse aonde 'acontecemos', 
à isso se presta, justamente para colocar para 'fora' o resíduo 
ainda não logico, do não entendimento e do foracluído, 
nos círculos sociais aonde operou e gerou-se.. pois ali 
simboliza-se e necessita resolver-se... o natural, então nem 
sempre se dará em bases de harmonia perfeita, acontecerá
nos contextos dos confrontos dialéticos seus viéses de 
confirmação e negação geralmente locais e das inteligências 
e resiliências destas áreas, e na proposição e proporção 
de aonde surgem ... assim, exerce-las é necessário para a psique... 
está no campo da sobrevivência e da transformação social e evolutiva.
A conversa, a fala, em todos os contextos de sua semiótica e meta 
informações, até mesmo como ocorre na popular 'fofoca', assim como 
nos memes, e os seus contextos experimentais de razão e força 
de expressão verbal em seu imaginário, seu impacto no real e na subjetividade 
identitária do sujeito que o expressa no meio aonde pretende existir, então
admitem o verossímil, o imaginável e suas transições ao real identificável,
'possível', vetor circunstanciado pelas emergências culturais e suas 
diferentes necessidades narrativas, e todos os meio de trocas e 
todas as suas construções sociais, estão assim, ebulindo e inclusas...
- Crônicas sistêmicas
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Inteligências

Inteligências sobram em toda parte,
e o suficiente para que algumas sejam subvertidas,
pois sofismo e lugar social andam juntos com a
compreensão civilizatória, a saga sistêmica e
lógica de um ambiente dialético formado por
linguagens residuais de imposição de força de
interesses particulares e não naturais distorce as
forças e o resultado ambiente, isto é o fator
determinante que está interferindo na ordem de
sobrevivência e expansão da vida, todos somos
corresponsáveis com nossos hábitos e interesses...
e assim, estamos pagando o preço de nosso pouco
caso 'humano' e civilizatório, quanto às nossas reais
e necessárias responsabilidades sobre nossas próprias
vidas e tudo o que nos compreende, inclusive o que
restará após nossas histórias assujeitadas e
desinteressadas, até agora, agindo como depredadores
do próprio planeta e todos os seus diferentes mundos
que não nos pertencem.
- crônicas das lutas de classe

domingo, 12 de janeiro de 2025

O modelo

O modelo de vida que gera
os privilegiados bilionários
é o que produz o genocídio
o localizado e o desconhecido
e o revelado e chorado
e o relevado e esquecido
o pobre na cova rasa numerado
e o rico em mármore homenageado
no sepulcro dos reconhecidos...
é o herói que foi então derrubado
e o vilão que fracassou e virou bandido
histórias continuando nos seus legados
para os bilhões de seres que serão sugados
para gerar os bilhões dos senhores de seus destinos.
- crônicas das lutas de classe



quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

cultura

Uma cultura faz coisas acontecerem.
Nela haverá correntes de interesses
oriundas de sua matriz civilizatória e
suas peculiaridades... tecnologias
como o fogo e o dinheiro, possuem
força similares e transformadoras,
destruir é construir que é destruir
assim estão carreados ali poderes
de conversão dos trabalhos e excedentes
deste meio em ebulição, e assim,
das vidas que demandam, e vêm e vão
elas são provas das mesmas forças
que constroem o real geral e como
ele é exequível, por indução....
concomitantemente são do poder,
participantes no seu produto e
como representantes que colhem
seus frutos, e que podem comprar
tudo, validar, autorizar e executar
até a sua informação e assim formação
e portanto a cultural subjetivação
e a pessoal, sem restrição... nem
necessárias ou conscientes aprovações
identitárias. Você que tem dinheiro,
é resultado disto, força capaz de
iniciar as chamas de transformação
que também queimam nas fogueiras
das vaidades, e dos segredos, medos
e abandonadas conquistas, produtos
deste meio e que realimenta seu 
mundo cultural e lhe imprime 
desejos que herdou, dali gerou, e de
algo que lhe formou para gozar
suas glórias e misérias, você é a coisa
mais odiada e querida, mais séria e
também a mais preterida, como faces
das mesmas moedas que lhes
pagam por suas próprias vidas
com as suas merecidas mortes
e estas merecidas mortes
constroem as suas próprias vidas...
- crônicas das lutas de classe



espantalhos

Os medos também andam 
nos campos do orgulho e 
nestes sítios as identidades 
ali, firmam-se e parecem 
estar interagindo, se 
escondendo dentro de um 
exército de diferentes 
espantalhos, que estão 
imobilizados, mas 
parecem estar fugindo ...
-metateatro

naturalidades

 Me parece que talvez haja uma confusão sobre aceitação e rejeição desta 'comemoração', pois não trata-se apenas de um objeto simples... trata-se de uma bandeira de determinada posição sócio ideológica e das classes incluídas na conquista e o custo social desta, sobrando sobre as desgraças da maioria que não colhe fruto algum, além de sua sujeição, e calada. O que está em discussão talvez por haver dores expostas, de parcelas que não conformam-se e ou enxergam-se ainda complexamente rendidas nestas sujeições à um modelo de mundo vencido, e seus contextos, obrigações, em afirmações e negações, e que só funciona aos interesses de determinadas estruturas e nelas beneficiem apenas parte dos seus ocupantes, os privilegiados... daí, rejeitar, aderir, ainda é da luta estrutural do real, não existirá neutralidade, pois a construção das desejadas verdades, requererá estas definições ainda que temporárias, para os grupos e consciências dali, assim, posta estará a trilha formadora de destinos assujeitados, e ali a inadequação e a rejeição são direitos e possibilidades até formarem-se então naturalidades, ainda que destrutivas, transformadoras... Talvez.

dando certo

Estão dando certo as coisas 
que não estão dando certo.
E se tudo continuar bem, 
as coisas vão piorar. 
Quanto pior ficar, é melhor, 
pois piora até acabar.
Ficar ruim definitivamente, 
até não ter outra opção, 
senão, só piorar... mais e finalizar.  
E como é bom que esteja ruim.
Talvez seja mesmo o fim, 
e torçamos para assim, 
não continuar ... melhor é , 
que todas as coisas realmente
piorem, e que nunca melhorem, 
cada coisa sem o seu lugar
e tudo intrincado e 
mal encaixado 
impar, sem par
se corroendo
em se terminar...
e sejam todas as coisas
destroçadas, até mesmo 
tudo, tudo acabar... 
que é pra podermos,
então não nos perdermos
e então finamente 
recomeçar a começar...
Estão dando certo as coisas 
que não estão dando certo.
E se tudo continuar bem, 
as coisas vão piorar. 
Quanto pior ficar, é melhor, 
pois piora, até acabar...
- crônicas das lutas de classe

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

a vida vazou do mar.

 Singular, teu sorriso lindo 

que eu precisei abandonar.

Armadilha do desejo 

não valeu sequer um beijo

e jamais um dar-se ou 

se entregar ...

para integrar-se e sim, 

verdadeiramente, amar!

Dor sem par, dor impar

dor de amor do tamanho 

dum mar

de maré revolta, 

de idas e voltas 

de maré cheia, preamar... 

ou mar de calmaria, tão solitária 

e tão vazia, e com tanta maresia, 

de enjoar e enojar.

E então, chega-se ao 

porto final, um dia...

Num fim de tarde ou

ao alvorecer, depara-se

só com a verdade a lhe

oferecer a dádiva de 

a si próprio escolher... 

E já chega de maresia

já chega de maré cheia

sim, chega de preamar...

Enfim, a vida vazou do mar. 

- metateatro





arena de trabalho

A direita usa e trata as redes como uma arena de trabalho e de experiências sociais... usam falácias lógicas como estratégia constante e viéses de confirmação, num processo dialético que se auto impulsiona na nossa desvantagem, que é o despreparo para estar nas arenas do ódio estupidificado e reativo deles, nos arrastam e 'ali', neste picadeiro perdemos, não que não possamos odiá-los igualmente e com muita propriedade e justificativa, mas, nossos expedientes são outros e acabamos talvez perdendo tempo querendo impor debates forçados com esta gente que não ouve argumentos além dos próprios interesses infantilizados e histéricos, e bem fora do campo de pertencimento sugerido pela coletividade ainda sã... são loucos de fato, às vezes furiosos, falando sozinhos e ou entre si... massa crítica para mover e mobilizar engajamentos... é negócio. E contém boots e pessoas adoecidas psiquicamente, foram engolidos, num caminho sem volta. O exemplo é o 'X', esta letra, não é acaso... X é destaque de lixo, e o lixo é o coroamento no capital tardio...motor e principal produto desta sociedade. 
- crônicas das lutas de classe

perspectiva

Na tirania da vontade, há sempre o herói infante,
resoluto e arrogante. Consegue e sabe só que o que ele 
próprio deseja e segue intentado invariavelmente 
violento e sempre adiante...
Vontade, razão e desejo, são ali a sua identidade, 
sua estória cava a gloria nas escolhas de sua escola 
intuitiva, mas indutiva que lhe criou e só para ele é relevante...
Grava e agrava nas histórias das sagas coletivas, que para ele, 
são meras narrativas de sua conquista em meio as dores impostas 
aos outros por sua envaidecida e gloriosa perspectiva...
- crônicas das lutas de classe

A suprema miséria dos derrotados.

Celebrar vitória das vontades 
de bilionários é uma das coisas 
mais estúpidas que um ser humano
com a mínima noção de identidade 
e origem sistêmica sendo proletário 
ou não, pode fazer em sua vida... 
E é um atestado de burrice, sabujice, 
e falta total de noção... e não apenas 
civilizatória, mas de consciência 
de classe e também histórica. 
A miséria pode se apresentar de forma
diferente na vida das pessoas, 
uma delas é sobre a própria 
identidade, rendida integralmente 
ao lugar escravizado da aprovação
daqueles que a oprimem e dela se
valem como combustível para lograr 
suas fortunas e sortes pessoais sobre 
a desgraça do outro ...
Comemorar o gozo do algoz 
é um lugar abaixo do pior lugar
possível. A suprema miséria 
dos derrotados. 
- crônicas das lutas de classe


segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

imaginário

E não seja um ser tão literal... 
pois o vazio é necessário e é natural. 
E preenchimentos devem ser inconstantes, 
como tudo, e com tudo, mesmo o extraordinário, 
que pode ser ainda o nada ou todo e o seu mais 
incomensurável e estratificado imaginário...
- Metateatro

diretivas

O que é bom ou mau, no ato,
da estória para a história o depois
nos contará melhor do que a ação
no fato... lugares e pensamentos
são também leituras estruturadas
em consensos e desejos de
consolidação de identidades
pessoais e históricas e suas
validações pontuais. Desejo,
narrativa, oportunidade
performativa de localidades
diretivas do real desejado e
consentido como o possível,
o civilizado e o normal
do que é assim classificado...
- crônicas das lutas de classe


Yin e Yang

Força yang, tá na tua fala...
A força Yin no teu desejo.
Na tua boca que não cala
pela boca da qual
deseja o beijo...
E é claro que se calar
consolida-se no que
queres ganhar no ensejo...
A vontade é da tua força yang.
Humildade é da força Yin...
Em qual mandala andas
a buscar este desejado
ínterim, aonde teus atos
sedimentam os fatos de
atingimento deste teu
desejado fim?
Força yang, quer ação,
Força Yin, redenção.
Força yang pensamento,
força yin emoção.
força yang, comprometimento.
Força Yin, aceitação.
força yang, apaixonamento,
movimento... e força yin, amor,
em consolidação. - metateatro

Obrigado bilionário bonzinho!

Amo Fernanda Torres, atriz fenomenal... e o que ela faz e sua história e o premio dela, a família dela e o teatro e o cinema e a arte...  E é resistência, é necessária, é a 'resposta', vingados foram os injustiçados, e a 'verdade... é a verdade, sim... bem nossa. E tá valendo, mesmo que um bilionário tenha pago mais essa 'nossa festa'. Obrigado bilionário bonzinho! distribuiu sua vaidosa e hábil cinematográfica e fetichista generosidade criativa hollywoodiana e assim, o 'Brasil' ganhou um rico prêmio de gringos... os nossos colonizadores e os nossos vassalos comemoram juntos!  Obrigado pequenos burgueses brasileiros, a tentativa de emular um estilo de vida igual ao dos colonizadores das mentes de vocês, cafona, de mal gosto, caro, destrutivo e careta, nos esmaga moralmente e psiquicamente e culturalmente, mas, gera renda... e move a 'nossa' sociedade medíocre de panos e fitas e festas e risos vazios, embriaguez e gozo perpétuos sobre a miséria dos outros, e das lutas sobre o que já passou ou morreu, e coisas que nunca se venceu, e gente que nunca se importou de verdade, festejando sabujices colonizadas e as migalhas e reconhecimento do patrão, e outras coisas que nem entendem direito o que é... e sorria, vc está ainda está sendo filmado. Nas padarias, nos postos, nas ruas, nos uniformes eventualmente, e nós, ainda, por enquanto, estamos aqui.  

- Crônicas das lutas de classe

domingo, 5 de janeiro de 2025

Contratos

Demônios se adaptam a qualquer inferno, 
Anjos cabem em qualquer céu, são eles 
bem como você e eu, assim como o teu e o meu, 
sempre em dicotomia, nas luzes e sombras e suas freguesias. 
Contratos que o imaginário sobre o substantivo efetivo e o ato, 
fazem sobre o real e o fato, ali se estabelece imperativo, quem 
deseja ser performar em acontecer há de pagar o preço deste 
próprio querer. Imagine melhor, para ser.
- crônicas das lutas de classe



sábado, 4 de janeiro de 2025

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

ninguém precisa

Nada, ninguém precisa...
E tudo, é só o que podemos ter,
e isso é do nascer até o ser,
vir a se reconhecer, em autenticidades
de pertencer-se em se pertencer ...
no entender, que ser não é ter,
mas ter pertence ao ser, e propriedade
na verdade é pertencimento
de identidade que precisa
de variedade e historicidade
com isso, para existir
nestas estórias que
lhe permitam se
auto reconhecer...
Num mundo que projeta identidades
montadas em esquemas sociais
hierarquizados, o universo de
foraclusão, transpassa instâncias
sociais diferentemente,
e é fato sistêmico e sim, 'inclusive' há
na exclusão e na impossibilidade
também a salvação dos excessos
dos enganos de ter-se o que
não se precisa ou até sim,
seja necessário em certos contextos,
mas ainda nos faça mal...
- crônicas das lutas de classe

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Medeia

Medeia, filha do rei Eetes da Cólquida e neta do deus Hélio, era uma mulher de poderes extraordinários, uma feiticeira conhecida por suas habilidades mágicas e por sua paixão implacável. Seu destino se cruzou com o do herói Jasão, que liderava os Argonautas em busca do lendário Velocino de Ouro.

Quando Jasão chegou à Cólquida, Medeia foi tomada por um amor avassalador, incitado pela intervenção de Afrodite. Enfeitiçada pelo herói, ela decidiu ajudá-lo, traindo sua própria família. Com suas magias, Medeia garantiu o sucesso de Jasão: ajudou-o a domar os touros selvagens que cospem fogo, derrotar os guerreiros nascidos dos dentes de dragão e adormecer o dragão que guardava o Velocino.

Para fugir de seu pai, Eetes, Medeia tomou uma decisão cruel: assassinou seu próprio irmão, Absirto, desmembrando-o e espalhando seus restos pelo mar. Esse ato atrasou a perseguição de Eetes, mas também marcou Medeia como uma figura trágica, capaz de sacrifícios impensáveis por amor.

Após muitas aventuras, Medeia e Jasão se estabeleceram em Corinto, onde tiveram filhos. No entanto, o amor de Jasão esfriou. Ambicioso, ele decidiu abandonar Medeia e casar-se com Glauce, filha do rei Creonte, em busca de status e poder. A traição de Jasão despertou em Medeia uma fúria sem limites.

Para vingar-se, Medeia enviou a Glauce um presente mortal: um manto e uma coroa envenenados. Ao vesti-los, Glauce foi consumida por chamas mágicas que a mataram instantaneamente. O fogo também tirou a vida de Creonte, que tentou salvar a filha.

Mas Medeia não parou por aí. Em um ato que perpetuaria sua fama trágica e sombria, ela matou os próprios filhos, destruindo o legado de Jasão e garantindo que ele sofresse uma perda irreparável. Apesar da dor que sentiu, Medeia justificou suas ações como um meio de proteger as crianças de um futuro de perseguição e desonra.

Após consumar sua vingança, Medeia fugiu de Corinto em uma carruagem mágica puxada por dragões, presente de seu avô, o deus Hélio. Jasão, devastado, foi reduzido a uma sombra de si mesmo. Sua vida terminou de forma melancólica: esmagado pelo mastro do Argo, o navio que o havia levado à glória.



O mito de Medeia é uma das histórias mais intensas e trágicas da mitologia grega, envolvendo amor, traição, vingança e sacrifício. E permanece como um testemunho da intensidade do amor, da traição e da vingança. Ela é uma figura que transcende os papéis tradicionais, representando tanto a força feminina quanto os perigos das emoções levadas ao extremo.

Crônicas sistêmicas 

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