Ideais tão elevados
a beleza e a felicidade...
também um tanto subjetivos ...
mas genericamente quem nasce
escravizado e alheio à própria
identidade, não consegue
sequer percebe-los num lugar real
ou mesmo os perseguir, pois a dor
reativa e cega da obrigação identitária
alienada e os seus açoites são
permanentes nas imposições
de inferiorização social e em todas
as suas precariedades e submissões...
Formatam o real, não sessam e assim
exterminam estas idílicas possibilidades.
E a roda gira, e todos eventualmente
caem em desgraças
socialmente programadas, e eis que
é esta apenas uma representação
das produtoras de tantas impossíveis
superações sociais e assim espirituais,
grosseiras e sutis....
Sem luta de classes, não haverá
possibilidade de nirvana para
os não privilegiados pela paz social
circunstancial, mantida nas desgraças
de muitos outros seres, fora destas
mundos...
E então, este 'iluminar-se'
é cair em si e atuar no mundo,
esse é o 'buda',
buscar equanimidade relacional
é praticar o dharma,
e honrar a sanga (o grupo, os outros)
é honrar a vida e buscar o justo e o
harmonioso e isso é como criar o
nirvana... beleza e felicidade como tudo,
são lugares de conquista e luta.
Não há lugar mágico fora da vida.
ralleirias - Crônicas das lutas de classe
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