quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

em cavernas

Começamos como humanidade criativa, 
talvez, desenhando em cavernas.
E estas imagens aparentemente estáticas, 
estão além das paredes, residem também 
nas mentes de quem realiza o olhar.
Fazem brotar o seu entendimento, e com isso,
e por isso, contam uma 'estória' diferente para 
cada observador.
E neste momento da observação, realizamos uma viagem 
no tempo, vamos a bordo desta comunicação, que se 
estabelece à partir daquilo que chamamos de passado... 
Estas pessoas e suas impressões, transpuseram-se então, 
ate o futuro... Nos tocam neste momento que é presente. 
O presente passa a ser impregnado deste legado 
que é agora ainda 'deles' mas é num novo então, 'nosso'. 
Eis que passamos a comungar uma nova realidade e 
estas impressões,  provavelmente irão além de nossas 
existências, e talvez, muito além de nossas descendências... 
De nossas estórias para as nossas histórias.
Tal como o brilho de uma destas estrelas já extintas, 
mas que ainda brilhando, nos alcança, e curiosamente 
nos diz que vivemos sim em tempos múltiplos... 
Esse brilho, o qual mesmo não havendo mais 
um emissor físico, ainda brilhará após o fim do que 
conhecemos como humanidade...  Assim como aquelas 
mensagens seremos, num longínquo momento, 
apenas nossas mensagens? O que somos neste instante? 
Que mensagem somos? A mensagem prevalecerá 
sobre a experiência, formando novas consciências? 
Aonde e quando de fato a experiência 
transcenderá a mensagem? 
Há mensagem emitida, se não for recebida?
- crônicas das lutas de classe

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