quarta-feira, 12 de abril de 2023

libertos

 Que sejamos todos libertos, ó tempo misericordioso

em cada esquecimento, sem nem campa de cimento,

sem nome, ou uma pá de cal, largados, alguns palmos 

abaixo, na beira de qualquer estrada da história. 

Uma insubstancial nuvem de pó sem qualquer glória

levantada numa rápida passada... pó que fica para trás, 

rasteado, mas sem sequer ser olhado...

Que sejamos todos libertos, para aprender a existir

no farfalhar das palhas e folhas e nas aragens e

nos ventos, nos sutis movimentos do surgir.





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