Que sejamos todos libertos, ó tempo misericordioso
em cada esquecimento, sem nem campa de cimento,
sem nome, ou uma pá de cal, largados, alguns palmos
abaixo, na beira de qualquer estrada da história.
Uma insubstancial nuvem de pó sem qualquer glória
levantada numa rápida passada... pó que fica para trás,
rasteado, mas sem sequer ser olhado...
Que sejamos todos libertos, para aprender a existir
no farfalhar das palhas e folhas e nas aragens e
nos ventos, nos sutis movimentos do surgir.
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