Sempre nesta data, primeiramente lembro da coragem de todas as mulheres que conheci desde que eu nasci. Minha mãe, minhas irmãs, as minhas avós materna e paterna. Lembro da mulher que me deu a honra de eu poder também ser pai e ter um filho... e das tantas mulheres que eu amei e amo, que são queridas amigas, guapas lutadoras, grandes rainhas e deusas inigualáveis, andando entre nós os brutos e despreparados do mundo. Lembro de uma rara mulher, um grande amor que tardiamente encontrei e que partiu para outros planos do existir, mas que em sua grande generosidade, de forma sutil, ainda está aqui, me transformando e me permitindo fazer de minha vida uma melhor existência.
Numa determinada comemoração desta data, lembro que comentamos eu e ela, que estas efemérides, estas datas de homenagens no calendário oficial, são como cotas de um pálido gozo sobre si, que nos dão, quando sabem o quão é aviltante ser e viver em meio aos ditames canalhas de um pútrido e assassino patriarcado. Se não fossem as mulheres, não existiria mundo.

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