O novo pequeno burguês,
bem se considera como
um deus de seus objetos...
E é um deus, que gera dejetos...
Com a sua enorme pança
empanturrada, impera no
seleto burgo, o qual
é um escombro de tudo
o que não precisava...
e nada lhe basta, nada...
O novo pequeno burguês,
é abastado freguês da mais valia,
vai sorvendo às vidas dos outros,
os pobres... que lhe vendem seus
tempos e perdidos sonhos, para
engordar a obtusa pança insaciável
do pequeno burguês
e de sua vida mediocre e vazia...
Almas de mães afastadas
de seus rebentos
no fastidioso café da manhã...
Almas de pais, que já não
importam mais, no almoço...
Almas como a daquela criança,
que não vai mais se criar no jantar.
E exploda-se o mundo...
pois o pequeno burguês,
o novo deus dos objetos,
só quer mesmo
de seus privilégios, gozar...
ralleirias - Crônicas das lutas de classe
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