todo dia... mesmo que
pela cultura, esteja eu
encarcerado, aos grilhões
das minhas esperanças
prontas, que nunca
me darão outra opção
do que esta, de render-me
ao tempo, em que
cumpro calado,
o meu destino de servo
como teu obediente
escravo revoltado...
Vida, eu te declaro amor
todo dia... em que vejo
meu reflexo na imagem
da miséria cotidiana
nas coisas que amo
e que odeio
e nas quais
atolado em desejo e nojo
eu não saio do meio...
Vida, eu te declaro amor
todo dia...
buscando esperança
fingindo lucidez
ainda sempre criança, mas
de novo velho, outra vez...
Vida, eu te declaro amor
todo dia...
sempre e sempre
e mais uma vez
e tu, sequer
me promete felicidade
ou me promete alegria
mas eu te declaro amor
vida..ó vida, eu te
declaro amor, todo dia
sempre mais uma vez...
ralleirias -Crônicas das lutas de classe

Nenhum comentário:
Postar um comentário