Me ignore por favor,
pois sou um estorvo
que faz sobre ti,
a sombra das asas negras
de um horrível corvo...
Que te diz tudo, sobre a tua feiura
essa que revela, que tua alma, não é pura
e que ela, assim por enquanto, não tem cura...
dessa soberba que te sustenta
e da integridade necessária
que tu nem tenta...
Abomine-me enquanto pode
neste lugar aonde tua consciência
muy enojada, nunca te acode...
Faz tu, de conta, que eu nem existo
que então eu, faço pouco esforço,
e nem insisto...
Me ignore por favor...
que nestas trevas não há luz
e nem amor... essa é a tua cruz
e essa é a minha dor...
Me ignore por favor...
- crônicas das lutas de classe
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