Quando alimento o mal, eu sou a comida do demônio, na minha
ignorância. Na insaciável sede de conquistas, sou a bebida do
demônio, eu e meu sangue sujo, das dores dos outros pelas vitórias
injustas sobre as suas vidas. E assim, farto em amargos deleites,
sou como a sobremesa do demônio, nas minhas certezas de vencedor
nestas guerras contra eu mesmo e todo o meu mundo. Coração, só bate
para o quê? Vencer... e me vencer, em vencer... Cospe pobre diabo, o
pútrido ácido do desejo desenfreado de poder ser coisa de sonho e
glória pífia em coroações imaginárias, rasas, maléficas e
desnecessariamente tristes...
- meta teatro
Sou a comida do demônio, na minha ignorância.
Sou a bebida do demônio, eu e o meu sangue
sujo das dores dos outros pelas minhas vidas.
Sou a sobremesa do demônio, nas minhas
certezas de vencedor das guerras
contra mim mesmo.
Coração só bate para o quê?
Vencer, vencer, vencer...
Cospe diabo, o ácido do desejo
desenfreado de poder ser coisa de sonho
e glória pífia de coroações imaginárias...
- meta teatro
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