terça-feira, 1 de dezembro de 2015

indigente...

Tuas mãos,
podem ser como facas.

Tua voz, soa como sino.

Não é o teu elo,
aquele que justamente
puxa a corrente?
Entregue, sincero!
Coerente.

Não é a realidade,
de dada objetividade,
aquilo que mais suga o teu tino?

Tuas vontades,
podem ser cárceres...
O mesmo do teu amor, teu fado,
no teu programado destino...

Tens a vida toda endereçada,
está tudo bem na tua frente
mas, do real amor, desinteressado
libertário, por teu coração temerário
estarás sempre indigente...

ralleirias

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