A meia noite
no mato
acontecia
uma inesperada
procissão
de sacis...
O que viu o rito
não entendeu mais
do que era o mito...
Foi pro fato
do fado
daqui..?
Saltou
o saci
que
o viu
subiu
por ali
e depressa
cruzou
por aqui
Folharada
espalhada
poeira e
galhada...
árvore caída
pedra rolada
riu alto
assim
e zuniu
confusão
e fim...
e então
sumiu
enfim...
Tomado
um tombo
no mato,
saiu
manco
de fato..
foi a
tonteira e
a bobeira,
foi crendice
e besteiras,
foi ilusão..?
E Saci, assim,
não é também um
tanto disso..?
Saci num não, que é sim
Saci, num sim, que é não...
Saci, não sei se há, e se há,
se sabe, e se sabe que sabe,
que eu sei... que o Saci que sei
sabe o que eu sei...
Mas,
foi sonho
ou foi fato...
ou ato?
ou só ilusão
e confusão..
Saci sei
é redemunhão
de fato e ato
e ilusão, justo
como eu pensei...
(...)
ralleirias
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