Sequer nos trás carreadas suas significadas
Acolhe estas existências, apenas por pretensões.
E temporariamente, o livre arbítrio então,
ralleirias-Metateatro_2013
Nanã Buruquê, também conhecida como Nanã Buruku, é uma divindade feminina venerada em religiões afro-brasileiras como a Umbanda e o Candomblé, sendo considerada uma das orixás mais antigas e poderosas. Ela é associada às águas paradas, pântanos, lama e à terra molhada, além de ser vista como a guardiã do portal entre o mundo dos vivos e dos mortos(e dos locais aonde estes processos naturalmente e sistemicamente acontecem, como mangues, banhados e alagadiços).
É considerada a mais velha dos orixás, associada à lama primordial com a qual o ser humano foi moldado.
Está profundamente conectada com os ciclos da vida e da morte, com o útero e o cemitério, sendo também vista como a guardiã dos mistérios do nascimento e da passagem.
Em algumas tradições, ela é a mãe de Omolu/Obaluaiê, o orixá das doenças e da cura.
Nanã Buruku é uma divindade com origem na cultura iorubá e é conhecida por diversos nomes, como Nanan Buruku, Nanã Buruquê, Nanã, Anamburucu e outros.
Poderes e domínios:
É considerada a orixá da sabedoria, da lama, dos pântanos e das águas paradas, sendo a responsável pelo portal da reencarnação e da morte.
Mãe de Orixás:
É mãe de diversos orixás, como Obaluaiê, Iroko, Ossaim, Oxumaré e Ewá.
Representação:
Geralmente é representada como uma mulher idosa, de pele escura e cabelos brancos, portando um ibiri (cajado).
Oferendas e rituais:
Suas oferendas incluem elementos como feijão preto, batata doce roxa, quirela, canjica, arroz com folhas de taioba, berinjela com inhame e sarapatel, entre outros.
Cores e símbolos:
Suas cores são o roxo e o lilás, e seus símbolos incluem o ibiri e a vassoura.
Sincretismo:
Em alguns locais, Nanã é sincretizada com Sant'Ana, celebrada em 26 de julho.
Nanã Buruku é uma figura de grande importância e respeito no contexto das religiões afro-brasileiras, sendo reverenciada como uma divindade ancestral e poderosa.
Saudação:
“Salubá Nanã” é uma saudação tradicional dedicada a Nanã Buruku (ou Buruquê), uma das mais antigas e respeitadas divindades (orixás) do candomblé e da umbanda, especialmente nos ritos de nação Jeje e Ketu.
"Salubá" é um termo de origem iorubá ou fon, cuja tradução mais aceita é:
“Saudamos com reverência”
“Louvemos com respeito”
Ou ainda: “Abençoa-nos, Nanã”
A palavra carrega um tom de reverência muito profunda, pois Nanã representa a ancestralidade, a sabedoria antiga, o tempo, a lama primitiva e o retorno à terra (morte).
Ao dizer “Salubá Nanã”, a pessoa está:
Reverenciando a ancestralidade e a sabedoria antiga;
Pedindo bênçãos para lidar com os mistérios da vida e da morte;
Conectando-se com a energia do acolhimento, da maturidade e da transmutação.
Durante rituais, festas e obrigações dedicadas a Nanã, a saudação “Salubá Nanã” é repetida com grande respeito, e às vezes dita ajoelhando-se ou tocando a terra, reconhecendo sua ligação com o barro, a lama e a criação.
A Teoria da Motivação Humana e a Hierarquia de Necessidades de Maslow, os seus fundamentos, evolução, críticas e aplicações práticas.
A Teoria da Motivação Humana foi proposta pelo psicólogo Abraham H. Maslow, inicialmente publicada no artigo “A Theory of Human Motivation” (1943) na Psychological Review. Ela propõe que o comportamento humano é motivado por uma série de necessidades organizadas em níveis hierárquicos.
Maslow expandiu essa ideia no livro “Motivação e Personalidade” (1954), consolidando a Hierarquia das Necessidades como um modelo fundamental da psicologia humanista.
A teoria é comumente representada como uma pirâmide com cinco níveis, sendo que o indivíduo busca satisfazer os níveis inferiores antes de progredir para os superiores:
Ar, água, comida, sono, sexo, abrigo.
São as necessidades biológicas primárias para a sobrevivência.
Segurança física, estabilidade, emprego, saúde, moradia.
Relacionadas ao desejo de previsibilidade e ordem no mundo.
Relações afetivas, amizade, aceitação em grupos.
Desejo de conexão humana e afiliação.
Autoestima, respeito próprio, reconhecimento, status.
Incluem tanto o respeito pelos outros quanto o respeito interno.
Realizar o próprio potencial, criatividade, crescimento pessoal, propósito.
Atingida quando o indivíduo é tudo aquilo que pode ser.
Maslow revisou sua teoria nos últimos anos de vida. Ele propôs que, acima da autorrealização, poderia haver outras necessidades:
Curiosidade, conhecimento, compreensão.
Harmonia, beleza, forma, equilíbrio.
Ir além de si mesmo, altruísmo, conexão espiritual, servir aos outros.
Esses níveis não estão presentes na pirâmide original, mas aparecem nos textos posteriores de Maslow e foram integrados por alguns estudiosos.
A motivação é progressiva: você precisa satisfazer uma necessidade antes de passar à próxima.
As necessidades não satisfeitas motivam o comportamento.
A autorrealização é o ápice do desenvolvimento psicológico.
Apesar de sua influência, a teoria também recebeu críticas:
Não é empiricamente comprovada em todos os contextos. Estudos mostram que as pessoas não seguem estritamente a hierarquia.
Culturalmente limitada: baseada em uma visão ocidental, individualista. Culturas coletivistas podem valorizar outras motivações.
Flexibilidade entre níveis: muitas vezes, as pessoas buscam amor ou autoestima mesmo sem segurança total.
Ajuda na compreensão do comportamento humano em diferentes fases da vida.
Base para abordagens centradas na pessoa, como a de Carl Rogers.
Utilizada para motivar funcionários, criar estratégias de engajamento e liderança.
Políticas de benefícios e bem-estar são baseadas em diferentes níveis da pirâmide.
Estratégias pedagógicas que consideram as necessidades básicas antes de exigir desempenho cognitivo alto.
Campanhas que apelam a diferentes necessidades do consumidor (ex: segurança em seguros, status em produtos de luxo).
Maslow, A. H. (1943). A Theory of Human Motivation. Psychological Review.
Maslow, A. H. (1954). Motivation and Personality.
Wahba, M. A., & Bridwell, L. G. (1976). Maslow reconsidered: A review of research on the need hierarchy theory.
E o que incomodou
é como o que mais
lhe sintoniza...
Seu mal ou bem
em ser mau ou bom
e também é só
a sua brisa...
-metateatro