quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Para entender a interseção entre política, subjetividade e produção de desejo...

"Revolução Molecular – Pulsações Políticas do Desejo", de Félix Guattari, é uma obra essencial para entender a interseção entre política, subjetividade e produção de desejo. O livro reúne textos diversos escritos entre os anos 1970 e 1980, período em que Guattari desenvolvia suas ideias em diálogo com a psicanálise, a esquizoanálise e a militância política.

Principais Ideias

 A Revolução Como Processo Molecular

Guattari propõe uma visão de revolução que não se limita às grandes mudanças estruturais (macropolítica), mas que ocorre em pequenas mutações subjetivas e relacionais, ou seja, no nível molecular. A transformação social, segundo ele, depende de processos micropolíticos que atravessam a vida cotidiana, os afetos, os desejos e os modos de existir.

 A Produção do Desejo Como Campo de Luta

Diferente da visão freudiana tradicional, Guattari entende que o desejo não está apenas no inconsciente individual, mas é produzido coletivamente e está diretamente ligado às formas de controle social. Assim, o capitalismo e as estruturas de poder operam não apenas economicamente, mas na própria organização da subjetividade.

 O Papel da Comunicação e das Mídias

Guattari antecipa discussões sobre o impacto das mídias e das tecnologias na produção de subjetividade. Ele analisa como os meios de comunicação capturam e modulam desejos, reforçando padrões dominantes ou, em alguns casos, possibilitando a emergência de novas formas de resistência.

 A Esquizoanálise Como Ferramenta Política

No livro, ele amplia conceitos desenvolvidos junto com Deleuze em O Anti-Édipo, defendendo que a esquizoanálise pode ser um método de libertação subjetiva. Ao invés de interpretar o inconsciente como uma máquina repressora (como faz a psicanálise tradicional), Guattari sugere que ele pode ser um motor de criação e experimentação, ajudando a romper com padrões alienantes.

Relevância e Impacto

"Revolução Molecular" continua sendo um texto influente para áreas como filosofia política, estudos culturais, psicanálise e movimentos sociais. Sua abordagem descentralizada e rizomática inspira práticas que vão desde terapias alternativas até ativismos contemporâneos, especialmente aqueles que buscam transformar a subjetividade como parte do processo revolucionário.

- crônicas sistêmicas

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os contos

Entre os contos para
os pósteros arqueólogos
que visitarão eventualmente
os escombros algoritmos
do que sobrar de nossa civilização,
quiçá estarão todos os nossos sonhos
e pretensões sobre nossas verdades
e identidades, que então serão
por fim o que sempre fomos,
nossos próprios personagens
em diferentes narrativas
assujeitadas por insanas
vontades de viver
e querer ser...
ralleirias- metateatro


terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

encantamentos

Sabemos que a vida quando é boa mesmo, 
é porquê estamos tendo satisfações e encantamento, 
pois isso ajuda trazer saúde e disposição e alegrias ... 
acreditar que é possível voltar a se encantar 
é uma chave para o bem estar mental e físico,
talvez o caminho não seja o de vencer as tristezas, 
mas, buscar as possibilidades de produzirmos
por nós mesmos, as alegrias e os encantamentos... 
-Metateatro

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

totalitário

Não precisamos temer uma
Nova ordem mundial
ou as teorias sobre um
Governo totalitário mundial,
isso já existe e é real
e se chama CAPITAL...
ralleirias - crônicas das lutas de classe

domingo, 16 de fevereiro de 2025

continuado

E é no subjetivo,
que o objetivo
da forma se conforma,
e o espaço o tempo
e seus eventos,
lhes transformam...
Assim o evento é ato,
e então como fato
faz-se em tempos
que dilatam e em si,
nos contrassensos em
seus movimentos que
lhe arrebatam para novos
surgimentos.
Neste lugar, surge um real
dum sonho continuado
pelas vontades circunstanciadas
pelas razões equilibradas
nas funções desejadas...
... metateatro

estar

 Há um estar em si, em que se existe sem medos, mas com respeitos.

O lugar de ser e estar no perceber e projetar o nosso espaço como o 

lugar possível a si e ao outro, então, nos nossos mundos. 

- Metateatro

sábado, 1 de fevereiro de 2025

futura ficção

Na preocupação
da pré ocupação
traz ao presente
fuga do passado
e futura ficção...

Diz que todo carma,
é da coisa que tu ama
mas, só se tu reclama...

E que é também
na calma
o lugar da alma...

Na preocupação
da pré ocupação
traz ao presente
fuga do passado
e futura ficção...

- aonde está o blues

ninguém está preparado

A centralidade do capitalismo se
apropria mesmo de tudo, é a principal 
ferramenta do patriarcado... 
nós mesmos, 
só nos autorizamos de acordo com nosso 
poder econômico... e ainda é a centralidade 
do capital, que nos pauta em tudo... 
regula tudo 
acesso, linguagem, barganhas e imaginário, 
é quase impossível sair disso... 
até nossas oposições e resistências seguem
nesta trilha...
e estamos neste momento histórico 
de catarse mundial, 
na escatologia do moderno, 
o conservadorismo esperneia...
Não há caminho pronto e definição clara,
reza a lenda, que a crise é a nossa chance, 
de mudar... e isto por si só, já é bem dramático.
ninguém está preparado para as mudanças 
que não estão claras... 
e já começaram a se agravar em 2020 
e vão pelo menos até 2026...e além.
houveram, há e haverão eleições importantes 
no mundo todo neste período, 
e a ultra direita está tumultuando ao máximo
todo o processo, pois representa a velha 
hegemonia do capital ocidental que está 
ruindo frente aos blocos do sul global... 
É a tal guerra híbrida que se espalhou por todas 
as áreas inclusive as relacionais, culturais e
principalmente pessoais, a comunicação 
transformou-se na principal 'arma'...
- Crônicas das lutas de classe